Após denúncias, Prefeitura de Salvador anula matrículas do programa Pé na Escola

Após denúncias, Prefeitura de Salvador anula matrículas do programa Pé na Escola

24 de abril de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Portaria publicada nesta sexta-feira (24) aponta indícios de irregularidades e manipulação de vagas no sistema de ensino infantil da rede

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Bruno Concha/Secom PMS

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Uma decisão administrativa drástica interrompeu o cronograma educacional de milhares de famílias e acendeu um alerta sobre a transparência na gestão pública nesta sexta (24). A administração municipal oficializou a anulação de todas as contemplações e matrículas de 2026 vinculadas ao programa Pé na Escola. A medida foi tomada após a identificação de graves indícios de irregularidades que apontam para uma manipulação deliberada no sistema de vagas da educação infantil da rede.

De acordo com o documento publicado no Diário Oficial, técnicos identificaram uma redução artificial na oferta de vagas dentro da rede própria de ensino. Essa manobra no sistema do Pé na Escola forçava o encaminhamento de estudantes para instituições privadas conveniadas, mesmo quando havia disponibilidade real em escolas municipais. Foram detectadas movimentações atípicas e acessos ao banco de dados em horários incompatíveis com o expediente, sugerindo uma burla direta às regras operacionais vigentes.

A portaria determina a abertura imediata de uma auditoria administrativa para revisar os controles internos e identificar os responsáveis pelas alterações fraudulentas. Como medida preventiva, o governo municipal anunciou o afastamento cautelar de colaboradores ligados aos fatos investigados no âmbito do Pé na Escola. A retomada do projeto só deve ocorrer após uma validação completa das informações, garantindo que o dinheiro público seja aplicado com equidade e respeitando a prioridade da rede pública.

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A situação gerou uma onda de insegurança entre os pais que já haviam adquirido fardamentos e materiais escolares para seus filhos. Muitas famílias relataram o medo de perder as vagas conquistadas, já que o texto oficial não detalha como ficará o atendimento das crianças durante este período de transição. Nas redes sociais, o clamor por orientações claras é crescente, pois o programa Pé na Escola é fundamental para garantir o acesso ao ensino básico em diversas comunidades locais.

Órgãos de controle e representantes do legislativo já vinham alertando sobre possíveis distorções na execução financeira e operacional desta iniciativa educacional. Atualmente, o Ministério Público Federal também conduz um inquérito civil para apurar se houve transferência excessiva de recursos para o setor privado. O foco das autoridades é investigar se o modelo adotado estaria promovendo um sucateamento da rede municipal em benefício de interesses particulares, comprometendo o orçamento público destinado ao ensino.

A Secretaria Municipal de Educação informou que um novo cronograma para a retomada das atividades será divulgado assim que os mecanismos de controle forem reforçados. Enquanto a validação dos dados não é concluída, as famílias aguardam por respostas definitivas sobre o destino dos alunos matriculados para o ano letivo de 2026. A prioridade agora reside em restaurar a segurança jurídica do programa Pé na Escola, assegurando que nenhuma criança seja prejudicada por falhas administrativas ou atos ilícitos identificados.