Atuação em debate sobre jornada de trabalho transforma Júlia Zanatta em alvo na internet

Atuação em debate sobre jornada de trabalho transforma Júlia Zanatta em alvo na internet

27 de maio de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Parlamentar relata mais de 100 ataques digitais após defender a manutenção do modelo atual

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

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Os debates políticos em Brasília sobre as leis de trabalho começaram a gerar reflexos violentos fora das salas de votação. A discussão do fim da escala 6×1 acabou provocando uma onda de rivalidade exagerada na internet, mudando a rotina de quem trabalha no Congresso Nacional nesta quarta-feira (27).

A deputada federal Júlia Zanatta relatou que virou alvo de mais de 100 ataques e comentários agressivos em suas páginas oficiais nos últimos dias. A avalanche de mensagens começou depois que ela passou a participar ativamente dos encontros da comissão especial criada para analisar a proposta que altera a rotina de folgas do trabalhador.

Mesmo com o seu partido tendo direito a sete cadeiras no grupo de discussão, Júlia Zanatta era praticamente a única representante da legenda que ia e falava nas reuniões. Em uma das sessões, a parlamentar defendeu que a jornada atual continuasse valendo e acabou saindo do local debaixo de vaias de estudantes e sindicalistas.

O que mais assusta a equipe de Júlia Zanatta é o fato de as críticas terem invadido a internet, um lugar onde o seu grupo político costumava ter amplo apoio. Os posts enviados para as contas da deputada contêm xingamentos pesados e até ameaças contra a vida dela, criando um medo real de que essa violência saia do mundo digital.

Para tentar garantir a integridade da parlamentar, os assessores de Júlia Zanatta levaram dezesseis casos mais urgentes para a Polícia Legislativa apenas na última semana. Os boletins de ocorrência foram abertos e registram crimes como injúria, difamação, calúnia e incitação à violência por parte de usuários das redes sociais.

Todos os perfis e mensagens suspeitas estão sendo analisados de perto pelos investigadores da Câmara. Os policiais informaram que, assim que tiverem as provas prontas e os nomes dos responsáveis confirmados, os processos contra os autores das ameaças serão enviados ao Ministério Público para o início das ações judiciais.