Bastidores da Copa: presidente da CBF veta uniforme vermelho para goleiro do Brasil amanhã

Bastidores da Copa: presidente da CBF veta uniforme vermelho para goleiro do Brasil amanhã

23 de junho de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Após interferência nos bastidores, Alisson, Ederson e Weverton vestirão verde contra a Escócia

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução / Fifa

A padronização das vestimentas em competições esportivas de alto rendimento envolve uma complexa engenharia de marketing, identidade nacional e conformidade regulatória. Muito além da questão estética, as cores utilizadas por uma delegação carregam forte peso simbólico, tornando-se, por vezes, alvo de discussões institucionais e ideológicas entre dirigentes, fornecedores de material esportivo e comitês organizadores. Nos bastidores de um campeonato mundial, qualquer alteração nas peças previamente registradas exige justificativas técnicas aceitáveis e a garantia de que o novo fardamento do goleiro ou dos atletas de linha não causará confusão visual com o uniforme da equipe adversária ou da arbitragem.

Nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, as vésperas do confronto decisivo entre Brasil e Escócia, o noticiário da Seleção Brasileira foi agitado por uma mudança repentina nos trajes oficiais. A Fifa anunciou que os arqueiros da equipe canarinho não entrarão em campo vestindo a combinação de camisa, calção e meiões vermelhos que havia sido estipulada no cronograma inicial da partida. Em vez disso, Alisson, Ederson e Weverton utilizarão o conjunto na tonalidade verde para o duelo que encerra a fase de grupos.

O pedido de Samir Xaud e o posicionamento sobre a identidade nacional

A apuração de bastidores revelou que a modificação de última hora foi motivada por uma exigência direta de Samir Xaud, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Aproveitando o fato de que a Seleção possuía outra opção de vestuário aprovada em seu estoque e que a cor não entrava em conflito com as camisas da Escócia, a Fifa concedeu o aval para a substituição durante a reunião técnica de coordenação. Procuradas pela imprensa, a fornecedora Nike e a entidade internacional preferiram não emitir comentários, enquanto a CBF declarou institucionalmente que o modelo vermelho sequer faz parte do catálogo atual da coleção.

Essa não é a primeira vez que o mandatário da entidade brasileira interfere na escolha das cores do vestiário. No ano de 2025, Xaud já havia exercido o direito de veto contra a aplicação da cor vermelha em um segundo uniforme produzido em parceria com a marca Jordan. Naquela oportunidade, o cartola fez questão de rechaçar qualquer tipo de viés político em sua decisão, sustentando que a medida visava exclusivamente proteger a identidade cromática tradicional do país, preservando o azul, amarelo, verde e branco que compõem o pavilhão nacional.

“Eu fui contra a camisa vermelha, não por questão política. Levei para o lado do Brasil, das cores da bandeira. Fiz uma reunião urgente e pedi que parasse a produção”, declarou o dirigente Samir Xaud sobre o veto anterior.

Histórico da posição sob as traves e o fardamento de linha para quarta-feira

A rejeição recente à cor contrasta com escolhas feitas pela própria confederação em ciclos mundialistas anteriores. O torcedor mais atento recorda que o goleiro titular do Brasil já defendeu a meta nacional vestindo trajes vermelhos em diversas ocasiões ao longo da história recente, com destaque para amistosos e partidas oficiais disputadas nos anos de 2013 e 2014. No entanto, sob a atual gestão técnica e administrativa de 2026, a ordem é priorizar os elementos mais clássicos do imaginário popular esportivo.

Com a situação dos arqueiros devidamente pacificada junto aos comissários da Fifa, os atletas de linha do Brasil também já conhecem o enxoval que portarão no gramado do Hard Rock Stadium, em Miami. A Seleção jogará com a sua configuração mais tradicional: a mística camisa amarela acompanhada por calções e meiões brancos. O objetivo é buscar a classificação para o mata-mata com o visual clássico que consagrou o futebol do país no planeta, deixando de lado as polêmicas de bastidores do vestiário.