Bienal do Livro: de Bridgerton ao cinema, veja os destaques

Bienal do Livro: de Bridgerton ao cinema, veja os destaques

1 de abril de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Saiba como participar dos painéis que reúnem criadores de sucessos da Netflix e do streaming na edição deste ano da feira baiana.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

Bienal do Livro Bahia 2026 traz Julia Quinn e Raphael Montes para discutir adaptações de séries e filmes. Confira!

A Bienal do Livro Bahia 2026 promete transformar o Centro de Convenções Salvador em um grande polo de convergência artística a partir desta quarta (01). Com data marcada para ocorrer entre 15 e 21 de abril, o evento deste ano foca na expansão das narrativas literárias para telas de cinema, séries de streaming e até jogos digitais.

A programação especial foi desenhada para atrair não apenas leitores assíduos, mas também fãs de grandes produções audiovisuais. Entre os nomes confirmados para os debates, destaca-se a presença de autores que viram suas obras alcançarem o topo das paradas mundiais, discutindo o complexo processo de adaptação de roteiros e personagens.

Um dos momentos mais aguardados acontece no dia 18 de abril, com a participação de Julia Quinn. A autora é o nome por trás do fenômeno global “Bridgerton”, da Netflix. Ao seu lado, a escritora Paula Pimenta, que teve seu sucesso “Fazendo Meu Filme” adaptado recentemente para as telonas, compartilha suas experiências com o público.

A relação entre o texto escrito e as plataformas de streaming ganha profundidade no painel com Raphael Montes e Eliana Alves Cruz. Montes, conhecido por “Bom Dia, Verônica”, detalha como a literatura serve de matriz para a criação de estruturas dramáticas em produções de suspense que conquistaram audiências em mais de 25 países diferentes.

O cinema nacional também será celebrado com a discussão sobre a adaptação do clássico “O Gênio do Crime”. No dia 20 de abril, atores e produtores executivos debatem os desafios de dar vida visual a personagens icônicos de João Carlos Marinho, mostrando que a literatura infanto-juvenil continua sendo uma fonte inesgotável para o audiovisual.

Além das telas, a Bienal do Livro explora a música e as artes cênicas como destinos da palavra escrita. Painéis com artistas como Rico Dalasam e Laila Garin discutem como rimas e corpos em festa são influenciados diretamente por manifestações literárias, transformando ritos e celebrações em experiências que ocupam desde palcos até muros.

A interatividade tecnológica encerra os debates no dia 21 de abril, focando em artes visuais e arte digital. Mediados por Carol Barreto, artistas contemporâneos analisam como a memória escrita se converte em grafite e instalações modernas. O evento reforça que o livro, hoje, é um dispositivo de criação que ultrapassa qualquer barreira física.

Com uma grade diversificada, a feira baiana se consolida como um espaço fundamental para entender as novas linguagens do entretenimento. Os ingressos e a programação completa estão disponíveis nos canais oficiais do evento. A expectativa é de que milhares de visitantes passem pelo local para conferir de perto essa união entre letras e corpo.