Bruno Mars ou Pablo? Internautas apontam semelhança entre novo single e o Arrocha
28 de fevereiro de 2026Faixa ‘Risk It All’ viraliza nas redes sociais após fãs brasileiros identificarem elementos do ritmo baiano na nova era do astro norte-americano.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Instagram

Pode olhar, só não faz igual? O single da nova era do cantor Bruno Mars, intitulado “Risk It All“, vem dando o que falar nas redes sociais. A faixa, que marca o retorno do artista quase uma década após o estrondoso sucesso de 24K Magic, acendeu uma curiosidade imediata no público brasileiro, especialmente entre os baianos.
Enquanto alguns apontam que “Bruninho” — apelido carinhoso que o artista consolidou em suas passagens pelo Brasil — teria se inspirado na atual onda latina, internautas mais atentos batem o pé de que a melodia e o compasso copiam elementos clássicos de Pablo do Arrocha. A canção aposta em uma estética melosa, parte da nova era “The Romantic“, que se aproxima do brega romântico e da sofrência.
Caso a inspiração se confirme, não será a primeira vez que o Arrocha, ritmo 100% baiano criado em Candeias, chega aos ouvidos de grandes astros internacionais. Em 2021, Lady Gaga já havia flertado com o gênero em um remix de “Fun Tonight”. Vale lembrar que o próprio Bruno Mars é alvo constante de versões: Priscila Senna e Pablo lançaram recentemente “Não Me Faça Chorar”, versão em arrocha do hit “When I Was Your Man”.

Sample ou Plágio?
A discussão técnica gira em torno do sample musical — a amostragem de uma obra replicada em outra. Segundo Rodrigo Moraes, professor da Ufba e especialista em Direito Autoral, se não houver autorização, a prática pode configurar plágio. “Muitos artistas se aproveitam do direito de citação, mas casos como o de Rod Stewart e Jorge Ben Jor mostram que o caminho judicial pode ser complexo e exigir análises técnicas minuciosas”, explica em sua obra sobre o tema.
A Origem do Arrocha
Nascido entre o final dos anos 90 e início dos 2000 nas serestas de Candeias, o arrocha é um descendente direto do bolero cubano. Sua identidade é marcada pelo icônico “tecladinho programável”, pelo saxofone que dita o tom sensual e pelo compasso binário que convida a dançar “agarradinho”. O gênero, que já enfrentou preconceitos por sua origem periférica, hoje é um dos mais populares do Brasil e, ao que tudo indica, atravessou o oceano para influenciar o topo das paradas globais.



