
Carro elétrico pega fogo: entenda os riscos durante o carregamento
16 de abril de 2026Especialistas analisam o caso ocorrido em Palmas e dão orientações de segurança para donos de veículos eletrificados.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação/Bombeiros

Um incidente envolvendo um carro elétrico pega fogo assustou moradores no Setor Aureny I, em Palmas, durante a madrugada de quinta (16). O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 0h59 para combater as chamas que consumiam o veículo dentro de uma garagem residencial. O proprietário informou que o automóvel estava conectado à rede para recarga.
As equipes de socorro constataram que a residência utilizava um sistema de energia solar recentemente ativado. Por precaução, o inversor fotovoltaico foi desligado imediatamente para evitar novos curto-circuitos ou riscos de eletrocussão durante o combate. O dono do imóvel relatou que o conjunto de equipamentos solares havia entrado em operação naquele dia.
O combate ao incêndio exigiu o uso técnico de espuma e um intenso trabalho de resfriamento da estrutura da garagem. No local, outros dois automóveis estavam estacionados e precisaram ser removidos com urgência para evitar que o fogo se alastrasse. A fumaça densa foi dissipada com a abertura estratégica de portas e janelas da casa pelos militares.

Segundo o relatório preliminar emitido pelos Bombeiros, os danos térmicos mais graves concentraram-se na seção dianteira do automóvel. Há fortes indícios de que o problema tenha se originado no sistema de carregamento ou diretamente nos componentes elétricos frontais. Felizmente, nenhum morador se feriu durante a ocorrência ou no processo de evacuação.
A perícia detalhada deve apontar se houve falha no carregador veicular ou no inversor de energia solar instalado. Incidentes desta natureza reforçam a necessidade de vistorias rigorosas em instalações elétricas potentes dentro de ambientes domésticos. O proprietário recebeu orientações de segurança sobre o descarte de resíduos e riscos estruturais.
O isolamento da área foi mantido até que a temperatura das baterias do veículo atingisse níveis seguros de estabilidade. O uso de água em baterias de lítio requer técnicas específicas para evitar reações químicas violentas, justificando o uso da espuma pelos agentes. A ocorrência foi encerrada após a verificação final de que não havia novos focos de calor.
Este caso serve de alerta para o crescimento da frota eletrificada e a adaptação das garagens residenciais no país. Profissionais da área elétrica recomendam que os pontos de recarga possuam circuitos independentes e proteções exclusivas. A investigação continuará para determinar as responsabilidades técnicas sobre os equipamentos envolvidos no fogo.



