Caso Hytalo Santos: Felca reage à sentença de 11 anos após denúncias

Caso Hytalo Santos: Felca reage à sentença de 11 anos após denúncias

25 de fevereiro de 2026 Off Por Marcelo Garcia

“A Justiça pode demorar, mas chega”, comemorou o youtuber após condenação por exploração de adolescentes

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Felca celebra condenação de Hytalo Santos a 11 anos de prisão na Paraíba. Veja detalhes da sentença e da reação do influenciador nesta terça (24).
Foto: Reprodução/TV Globo

O influenciador Felipe Bressanim, o Felca, se manifestou nesta terça (24) sobre a sentença contra Hytalo Santos. O paraibano foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão por produção de conteúdo sexual envolvendo adolescentes.

Felca foi o responsável por impulsionar o caso nacionalmente por meio de um vídeo denúncia em seu canal. Em suas redes sociais, o youtuber comemorou a decisão judicial afirmando que a justiça tarda, mas não falha, com o apoio do público.

A sentença proferida no sábado (21) também atingiu Israel Vicente, conhecido como Euro. O marido do influenciador recebeu a pena de 8 anos e 10 meses de reclusão. Ambos deverão cumprir a punição inicialmente em regime fechado.

A Justiça da Paraíba descreveu que as vítimas viviam em um ambiente controlado semelhante a um “reality show”. No local, adolescentes eram expostos a riscos extremos, consumo de bebidas alcoólicas e negligência com a alimentação e a vida escolar.

Além da prisão, o magistrado fixou uma indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil. A decisão considerou a vulnerabilidade das vítimas e a capacidade econômica dos réus, que tiveram a prisão preventiva mantida na sentença.

A defesa de Hytalo Santos e Euro informou que vai recorrer da condenação nas instâncias superiores. Os advogados reafirmaram confiança no devido processo legal e acreditam que os argumentos apresentados podem reverter a tese acusatória.

O casal está detido no Presídio do Róger, em João Pessoa, desde agosto do ano passado. Eles foram transferidos de São Paulo para a capital paraibana após a decretação da prisão cautelar em decorrência das graves investigações.

O processo criminal corre em paralelo a uma ação na Justiça do Trabalho. Nesta esfera, os réus respondem por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho análogo à escravidão, com bloqueio de bens de até R$ 20 milhões.