
Cavaleiros do Forró e Saulo Fernandes agitam os palcos de São João em Salvador
20 de junho de 2026Grade do Governo do Estado distribui dezenas de atrações pela capital baiana neste fim de semana
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Joá Souza/GOVBA
O desenvolvimento de políticas públicas voltadas para grandes manifestações populares exige dos órgãos de turismo uma engenharia logística capaz de conciliar o apelo das grandes massas com a valorização dos talentos regionais. Ao descentralizar as apresentações de um período festivo tradicional, a gestão pública não apenas desafoga os principais cartões-postais da cidade, mas também fomenta a economia criativa, o comércio ambulante e o setor de transportes nas comunidades periféricas. Essa estratégia consolida o impacto social do calendário cultural e garante que o clima de celebração atinja de forma democrática as diversas parcelas da população urbana.
Nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, Salvador faz o balanço de mais uma jornada intensa de programações juninas. Sob a tutela da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), o Governo do Estado colocou em prática uma ampla operação de entretenimento para o São João da capital. A partir do final da tarde de sábado, moradores e turistas contaram com uma constelação de artistas distribuída por sete circuitos estratégicos, unindo o peso histórico do Pelourinho à energia pulsante dos palcos de bairro.
Estrelas em Paripe e a tradição no Largo do Pelourinho
O subúrbio ferroviário foi um dos grandes epicentros de movimentação da noite. O palco principal montado em Paripe recebeu uma sequência de shows de grande apelo popular, capitaneada pelo ritmo acelerado da banda Cavaleiros do Forró e pelo piseiro romântico de Jonas Esticado. A mistura de ritmos baianos ganhou força com a performance do cantor Saulo Fernandes, que arrastou a multidão com sua energia característica, dividindo a atenção do público com as apresentações do Mercado de Paripe, que contaram com nomes como Leo Bala e Menina Forrozeira.

Enquanto isso, no coração do Centro Histórico, o Largo do Pelourinho manteve sua essência voltada para as raízes da sonoridade nordestina. O público que lotou as ladeiras acompanhou a performance marcante da banda Filomena Bagaceira e o tradicionalismo do cantor Virgílio. A abertura e o encerramento das apresentações do circuito principal contaram ainda com o balanço do Forró Anjo Azul, de Patrick Levi e com a sensibilidade instrumental trazida pelos integrantes da Orquestra Sanfônica do Recôncavo.
“A descentralização das grandes bandas e dos artistas de renome nacional garantiu que a festa ganhasse força tanto nas ladeiras históricas quanto nas praças do subúrbio”, aponta o monitoramento da Sufotur sobre o fluxo de público.
O roteiro dos palcos alternativos e o agito em Itapuã
A variedade de opções estruturadas pela Sufotur permitiu que os forrozeiros transitassem por diferentes propostas estéticas dentro do próprio Pelourinho. A Praça Tereza Batista abriu espaço para o autêntico forró de raiz com o grupo Caciques do Nordeste e Berguinho, enquanto o Largo Tieta ferveu com o peso das bandas Caviar com Rapadura e Cangaia de Jegue. Na Praça das Artes, o comando ficou sob a responsabilidade da Flor de Maracujá e do Forrozão das Antigas. Já o Largo Quincas Berro d’Água serviu de passarela para a baianidade de Marcia Castro e o agito do grupo Pra Casar.
O Terreiro de Jesus concentrou os amantes do arrasta-pé tradicional em duas estruturas muito elogiadas: a Sala de Reboco, que abrigou o Trio Forrozão e o grupo Paroano Sai Milhó, e o charmoso Coreto, palco de apresentações de Zelito Bezerra e Jorge do Forró. Completando o mapa festivo, o Carmo manteve a programação aquecida com as apresentações de Voa Dois e nova sessão de Marcia Castro. Na orla, o bairro de Itapuã celebrou a temporada ao som da consagrada Banda Raça Pura e de Felipe Peixinho, consolidando as ações do São João de 2026 como um motor de lazer e cultura integrada.




