
Chuva de meteoros tem pico nesta semana e pode render até 25 estrelas cadentes por hora
29 de julho de 2026Fenômeno das Delta Aquáridas do Sul poderá ser visto a olho nu de quinta para sexta-feira
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Pronjeto Exoss
O céu noturno do Brasil será palco para uma chuva de meteoros que atinge o seu pico de atividade entre a madrugada de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, 31 de julho. Sob condições favoráveis de observação, a Agência Espacial Brasileira (AEB) estima a ocorrência de até 25 meteoros por hora riscando a atmosfera.
Apesar da presen\u00e7a da Lua cheia — que ilumina o firmamento e reduz o contraste de rastros mais fracos —, o espetáculo poderá ser apreciado a olho nu em todo o país, dispensando o uso de telescópios ou binóculos.
Onde e como observar a chuva de meteoros
De acordo com o astrônomo Marcelo De Cicco, coordenador do projeto de detecção Exoss, o horário ideal para iniciar a observação é a partir das 1h30 da madrugada. A recomendação é buscar locais abertos, escuros e afastados da iluminação artificial das grandes cidades.

Para localizar as “estrelas cadentes”, o observador deve direcionar o olhar para uma faixa ampla do céu, na região compreendida entre o noroeste e o leste.
“Os meteoros das Aquariids vão parecer surgir de uma mesma direção do Céu, apontando para a constelação de Aquário, e mais precisamente da região próxima à estrela delta Aquário”, explica De Cicco.
Quem deseja registrar o momento com câmeras fotográficas deve posicionar os equipamentos em direção oposta ao brilho da Lua, utilizando longa exposição de cerca de 10 segundos e sensibilidade ISO elevada.
Delta Aquáridas do Sul e a velocidade dos meteoros
O evento principal do período é a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, característica do Hemisfério Sul. No entanto, observadores também poderão notar a presença de fragmentos das chuvas Alfa Capricornídeos — conhecida por produzir meteoros mais lentos e por vezes coloridos — e das Perseidas.
Esses fenômenos ocorrem anualmente quando a Terra cruza rastros de poeira deixados por cometas ou asteroides. Ao entrarem na atmosfera em velocidades que variam de 40 mil km/h a 260 mil km/h, essas pequenas partículas sofrem forte atrito e calor, gerando o rastro luminoso característico. Quando o brilho do rastro supera a luminosidade do planeta Vênus, o meteoro recebe o nome de bólido.
Neste ano de 2026, a próxima grande oportunidade de observação astrofísica ocorrerá no dia 12 de agosto, durante o pico das Perseidas, que coincidirá com um eclipse solar total visível na Europa.




