
Ciclone faz Rio de Janeiro reduzir nível de alerta após enfraquecimento dos ventos
7 de agosto de 2026Capital fluminense retorna ao Estágio 2 de mobilização com previsão de chuvas fracas a moderadas nesta sexta
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução/@rdindependente e Wikimedia commons
A cidade do Rio de Janeiro reduziu o seu nível de prontidão e retornou ao Estágio 2 de mobilização no fim da tarde desta sexta-feira (7). A decisão foi tomada pelo Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura (COR-Rio) após a constatação de que os ventos provocados pela atuação do ciclone perderam intensidade na capital fluminense. O Estágio 2 é o segundo em uma escala de cinco níveis e indica que a rotina da cidade pode sofrer alterações ou que já existem impactos operacionais exigindo respostas preventivas.
Durante o período da tarde, a cidade havia avançado para o Estágio 3 devido à previsão de rajadas de vento que poderiam ultrapassar os 90 km/h. Com a atualização das medições meteorológicas, o COR-Rio descartou a ocorrência de ventos muito fortes na hora seguinte, prevendo apenas chuvas fracas a moderadas e rajadas ocasionais de vento moderado a forte no período da noite.
Ações preventivas e fechamento do Cristo Redentor
Apesar da redução no nível de alerta ao final do dia, a ameaça trazida pelo ciclone exigiu uma série de medidas preventivas por parte dos órgãos públicos. O Governo do Estado do Rio de Janeiro instalou um Gabinete de Crise no início da manhã para monitorar a evolução do tempo e decretou ponto facultativo a partir das 13h. Aulas em unidades de ensino estaduais e municipais foram suspensas, e a Defesa Civil disparou alertas georreferenciados para celulares recomendando que a população antecipasse a volta para casa.

Como parte dos protocolos de segurança contra quedas de árvores e acidentes, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) determinou o fechamento temporário do Parque Nacional da Tijuca. A medida paralisou os trens de acesso ao Cristo Redentor e interrompeu a visitação a pontos turísticos como a Vista Chinesa, Mesa do Imperador, Parque Lage, Pedra da Gávea e Pedra Bonita.
Posicionamento das autoridades e recomendação à população
Diante do cenário de incerteza gerado pelas previsões meteorológicas, o prefeito em exercício do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, declarou em entrevista coletiva que a situação estava sob controle. A autoridade ressaltou que a cidade não registrou ocorrências graves até o final da manhã e apelou para que a população mantivesse a calma ao organizar o retorno para as residências de forma gradativa.
A orientação conjunta da Prefeitura e do Governo Estadual focou em minimizar a circulação de pessoas durante as horas de maior instabilidade. Atividades não essenciais tiveram o encerramento recomendado para evitar sobrecarga no transporte público e garantir a integridade dos trabalhadores durante o deslocamento.
O que caracteriza o fenômeno do ciclone-bomba
A instabilidade que afetou o tempo no estado do Rio de Janeiro e em outras regiões do país foi causada por um processo de ciclogênese explosiva, popularmente conhecido como ciclone-bomba. Essa denominação é atribuída quando um sistema de baixa pressão atmosférica ganha força de forma extremamente rápida sobre o oceano ou continente.
Para que um sistema meteorológico receba essa classificação técnica, a pressão atmosférica em seu centro precisa sofrer uma queda de pelo menos 24 milibares em um intervalo de 24 horas. Esse tipo de fenômeno ocorre com maior frequência em áreas de média e alta latitude, impulsionado pelo choque térmico entre massas de ar frio e massas de ar quente.




