Combustíveis recuam: gasolina e diesel registram terceira queda seguida

Combustíveis recuam: gasolina e diesel registram terceira queda seguida

27 de abril de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Enquanto motoristas sentem alívio nos postos, famílias enfrentam nova alta no preço do botijão de gás de cozinha.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Arquivo/Agência Brasil

Combustíveis recuam em todo o Brasil, mas gás de cozinha fica mais caro pela sexta semana. Confira os novos valores da ANP hoje.

O cenário econômico nacional apresenta um comportamento misto para o bolso do consumidor nesta quinta (30). De acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, os combustíveis recuam pela terceira semana consecutiva, oferecendo um respiro necessário para os motoristas após o choque provocado por conflitos internacionais. No entanto, as famílias brasileiras enfrentam o movimento oposto na cozinha, com o gás de treze quilos atingindo sua sexta alta seguida hoje.

A tendência de queda observada nos derivados líquidos é fruto direto de medidas governamentais para conter a inflação e a volatilidade do mercado externo. Com a redução estratégica de tributos federais, o preço médio da gasolina caiu para seis reais e setenta e dois centavos nesta quinta (30). O diesel também seguiu a trajetória de declínio, sendo comercializado em média por sete reais e vinte e um centavos, apesar de ainda acumular uma valorização expressiva desde o início do ano hoje.

Em contrapartida, o sinal de alerta está ligado para o setor de GLP, que não acompanhou a baixa dos demais produtos. O valor médio do botijão saltou para cento e quatorze reais e sessenta e um centavos, refletindo um avanço constante de seis semanas ininterruptas. Este encarecimento acumulado ocorre em meio a uma crise institucional na Petrobras, motivada por tentativas de aplicar reajustes acima das tabelas de referência técnica nesta quinta (30).

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As tensões na estatal ganharam força após um leilão polêmico que resultou na saída de um diretor da área de gás da companhia. O episódio forçou a suspensão de certames pelo governo federal, visando frear a pressão sobre o orçamento das famílias de baixa renda. Mesmo com a intervenção, o impacto nas distribuidoras já é sentido nos pontos de venda final, onde o produto se tornou quatro por cento mais caro durante o período recente hoje.

Para os especialistas, o fato de os combustíveis recuam enquanto o gás sobe demonstra uma descoordenação no repasse de custos da cadeia produtiva. O diesel, essencial para o transporte de mercadorias, ainda carrega o peso dos custos elevados de frete internacional, mantendo um patamar elevado na comparação anual. A vigilância sobre esses valores é fundamental para garantir que a deflação nos postos não seja anulada pelo custo de vida básico nesta (30).

A expectativa para os próximos dias é de que os preços dos combustíveis líquidos se estabilizem conforme as novas diretrizes de subsídios sejam plenamente aplicadas nas refinarias. No entanto, o mercado de gás de cozinha permanece sob observação rigorosa devido à instabilidade administrativa na gestão da petroleira nacional. O acompanhamento semanal da ANP seguirá sendo a bússola para os brasileiros que tentam equilibrar as despesas com transporte e alimentação hoje.