Oficial reformado da Polícia Militar estava foragido desde 2023 e foi preso pela PMGO nesta segunda-feira
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução
O coronel reformado da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues, foi preso nesta segunda-feira (3) após passar anos foragido da Justiça. Mesmo com a ordem de prisão em aberto decorrente de uma condenação a 54 anos de reclusão, o oficial continuou a receber vencimentos públicos mantidos pela administração estadual.
De acordo com dados oficiais consultados no Portal da Transparência do Distrito Federal, o militar vinha recebendo uma remuneração líquida mensal de R$ 25 mil inerente ao posto de oficial da reserva. Além disso, no mês de junho, os registros apontam o recebimento de bonificações eventuais que somaram R$ 15 mil.
“A manutenção dos pagamentos a servidores e militares condenados ou foragidos é alvo de questionamentos quanto ao controle administrativo e às regras de aposentadoria de corporações estaduais”, ressaltam analistas do setor público.
Prisão do coronel e apreensão de armamento
A captura do coronel reformado ocorreu em uma propriedade rural situada na divisa dos municípios de Girassol e Águas Lindas, no estado de Goiás. A ação ostensiva foi conduzida por equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO), que localizaram o paradeiro do procurado.
No momento da abordagem, os agentes policiais encontraram três armas de fogo em posse do militar: um revólver e duas espingardas dotadas de acessórios de precisão, como lunetas e silenciadores. Todo o material foi recolhido e encaminhado para as autoridades competentes.
Local da prisão: Propriedade localizada entre Girassol e Águas Lindas de Goiás;
Itens apreendidos: Um revólver e duas espingardas equipadas com lunetas e silenciador;
Situação funcional: Militar da reserva da PMDF aposentado desde o ano de 2018.
Histórico de condenações e indenizações na corporação
O histórico do coronel na PMDF é marcado por investigações profundas que culminaram na Operação Mamon, deflagrada em novembro de 2017. As apurações apontaram o envolvimento do oficial em esquemas de concussão e fraude licitatória para cobrança de vantagens indevidas na manutenção da frota de viaturas da corporação.
Ao passar para a inatividade em 2018, o ex-oficial recebeu R$ 539.346,69 líquidos no acerto financeiro da corporação, incluindo ressarcimentos por férias e licenças especiais. Em 2021, ele recebeu uma sentença inicial de 73 anos de prisão, pena reduzida pela Justiça do DF para 54 anos em 2023, ano em que deixou de se apresentar às autoridades e passou à condição de foragido.