Criança sai para comprar açaí na Praia de Itapuã (ES) e mãe recebe fatura de R$ 650
16 de fevereiro de 2026Compra de açaí de R$ 24 vira dor de cabeça após cobrança de R$ 650 no cartão, em Vila Velha, Espírito Santo
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

O que era para ser uma compra simples de dois copos de açaí, no valor de R$ 24, se transformou em um grande susto financeiro para a representante comercial Sanny Miranda, de 43 anos. Moradora de Vila Velha, na Grande Vitória, ela descobriu que o cartão de crédito havia sido utilizado para uma cobrança de R$ 650, parcelada em duas vezes, após o filho de 11 anos ir até a orla da Praia de Itapuã comprar o lanche.
A compra foi realizada no dia 8 de janeiro, mas o problema só veio à tona em fevereiro, quando Sanny conferiu a fatura do cartão e percebeu a cobrança da primeira parcela, no valor de R$ 325. Segundo a mãe, o menino desceu acompanhado da irmã e de um amigo, atravessou a rua e utilizou o cartão que havia recebido com autorização apenas para aquela compra específica.
De acordo com o relato, o vendedor informou à criança que o valor total seria de R$ 24, referentes a dois copos de açaí de R$ 12 cada. No entanto, o montante digitado na máquina foi mais de 27 vezes maior. Para agravar a situação, a cobrança ainda foi parcelada, o que dificultou a percepção imediata do erro.
“Não foi um valor parecido, não foi um zero a mais. Foi R$ 650 e ainda dividido em duas parcelas. As crianças não conferem isso, e eu também não pedi o comprovante”, lamentou Sanny. Ela destacou que não era a primeira vez que o filho utilizava o cartão para compras rápidas e de pequeno valor, inclusive no mesmo dia ele havia comprado um refrigerante sem qualquer problema.

A representante comercial acredita que houve má-fé por parte do vendedor, principalmente pelo fato de a compra ter sido feita por crianças. Na noite do ocorrido, um evento acontecia na praia, o que aumentou o fluxo de pessoas e de ambulantes no local. O nome fantasia que aparece na fatura, segundo ela, não corresponde a nenhum vendedor conhecido que costuma trabalhar na região.
Na tentativa de resolver o problema, Sanny procurou a Prefeitura de Vila Velha em busca de informações sobre o cadastro de ambulantes que atuavam naquele dia, mas não obteve sucesso. Ao entrar em contato com o banco, recebeu a orientação de que a cobrança não poderia ser cancelada, já que a compra foi realizada de forma presencial com o cartão físico.
Diante da negativa, a família registrou um Boletim de Ocorrência. “Estou tentando de todas as formas resolver. Fui atrás de câmeras, fiz o BO e sigo com esperança de recuperar esse dinheiro”, afirmou.
A Polícia Civil confirmou o registro da ocorrência e informou que vai trabalhar para identificar e responsabilizar os suspeitos. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181. Em casos semelhantes, a orientação é procurar imediatamente a operadora do cartão para contestar a cobrança, reunir provas do valor informado no momento da compra e registrar a ocorrência para que o caso seja formalmente investigado.



