
Dark Horse Flávio Bolsonaro afirma que prestou contas de documentário e rebate PT em SP
20 de agosto de 2026Senador classifica investigações do filme como página virada e direciona críticas ao presidente Lula durante agenda no mercado popular
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Charles Vieira/Divulgação
O candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (20) que a prestação de contas sobre a produção do documentário Dark Horse já foi devidamente realizada. A declaração foi dada durante sua primeira agenda oficial de campanha na capital paulista, onde esteve acompanhado pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) em uma visita a um mercado popular. Questionado sobre os constantes questionamentos do PT quanto ao detalhamento dos recursos financeiros empregados na obra, o parlamentar respondeu que o assunto trata-se de uma página virada na disputa eleitoral.
O projeto Dark Horse, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se alvo de apurações após mensagens revelarem pedidos de recursos do senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Para rebater as acusações de opacidade, o candidato citou uma perícia contratada pela própria produtora do longa, Karina Gama, e anexada ao inquérito em andamento na Polícia Civil de São Paulo. O levantamento privado indicou um gasto total de R$ 75 milhões, embora a documentação entregue não contivesse notas fiscais ou recibos comprobatórios.
Contra-ataque político e menções ao governo federal
Ao tentar neutralizar a repercussão do caso Dark Horse, Flávio Bolsonaro buscou alterar o foco das atenções políticas em direção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador argumentou que as explicações cabíveis já constam nos autos vazados pela imprensa e declarou que a responsabilidade por prestar esclarecimentos públicos seria do chefe do Executivo federal. O postulante do PL mencionou encontros de Lula com o próprio Vorcaro e com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, para sugerir interferências na gestão do Banco Central.

A investida de Flávio sobre a obra Dark Horse ocorre em um momento de acirramento da corrida presidencial. Apesar de o próprio senador ter admitido em oportunidades anteriores que se reuniu com o dono da instituição financeira, ele alega que as conversas do Palácio do Planalto envolveriam promessas sobre trocas no comando da autoridade monetária para postergar negociações do banco. O PT, por sua vez, mantém a cobrança pela exibição formal dos comprovantes de custeio do filme.
Protestos nas ruas e alianças políticas estaduais
A passagem da comitiva do candidato por São Paulo para tratar de sua campanha e responder sobre o longa Dark Horse foi marcada por manifestações adversas nas ruas da capital. Grupos de opositores se concentraram na parte externa dos locais visitados entoando palavras de ordem contra o senador e contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em ambas as agendas públicas registradas ao longo do dia, a equipe de segurança optou por conduzir os veículos diretamente para o interior dos estabelecimentos, sem declarações aos manifestantes.
Mesmo sob o desgaste gerado pelas suspeitas no financiamento de Dark Horse, a agenda paulista seguiu mantida pela coordenação de campanha do PL. Além da caminhada ao lado de Ricardo Nunes no comércio popular, Flávio confirmou uma reunião de alinhamento político com o governador Tarcísio de Freitas para o fim do dia. O objetivo do encontro é consolidar o apoio dos aliados no maior colégio eleitoral do país e definir a estratégia de resposta aos ataques das candidaturas adversárias.





