
Decisão sobre Zambelli: o que acontece agora com a ex-deputada?
16 de abril de 2026Entenda os próximos passos jurídicos e quem dará a palavra final sobre a extradição da brasileira na Europa.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

A Corte de Apelação de Roma publicou uma nova Decisão sobre Zambelli nesta quinta (16), autorizando a extradição da ex-parlamentar pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. O tribunal italiano já havia concedido parecer favorável anteriormente quanto ao caso da invasão hacker. Agora, a justiça europeia unifica o entendimento sobre as sentenças impostas no Brasil.
A ex-deputada federal foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal em agosto de 2025 a uma pena de 5 anos e 3 meses de reclusão em regime semiaberto. O processo refere-se ao episódio ocorrido nas vésperas das eleições de 2022, quando a política perseguiu um homem em via pública com armamento em punho. Essa é apenas uma das frentes jurídicas enfrentadas por ela.
Somado a este caso, há uma condenação ainda mais severa, que estipula 10 anos e 8 meses de prisão pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça. A justiça brasileira considera a ex-parlamentar como autora intelectual do ataque hacker ocorrido em 2023. Atualmente, a foragida encontra-se detida em território italiano após ter fugido do país.

A inclusão do nome da ex-deputada na lista vermelha da Interpol facilitou sua localização e prisão em um apartamento na capital italiana no ano passado. Na ocasião, os magistrados locais apontaram um grave risco de fuga para justificar a manutenção da custódia preventiva. Desde então, o governo brasileiro aguarda os trâmites diplomáticos para o recambiamento.
Apesar da autorização judicial na Europa, a palavra final sobre a extradição cabe ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. O representante do governo possui a prerrogativa legal de confirmar ou rejeitar o envio da brasileira para cumprir suas penas no sistema carcerário nacional. A defesa técnica segue tentando reverter as decisões mediante recursos específicos.
Caso o processo seja concluído de forma favorável ao Brasil, a ex-parlamentar será encaminhada diretamente para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal. Conhecida como Colmeia, a unidade já está de prontidão para receber a condenada assim que o voo de extradição for confirmado. O trânsito em julgado das sentenças no Brasil impede novas discussões de mérito.
A trajetória política da ex-deputada encerrou-se de forma conturbada após o STF anular uma votação da Câmara que havia rejeitado sua cassação original. Diante da pressão do judiciário e da perda de apoio político, ela optou pela renúncia formal ao mandato antes de deixar o território nacional. O caso segue como um dos principais temas jurídicos da atualidade.
Autoridades brasileiras monitoram os desdobramentos em Roma com otimismo, acreditando no cumprimento dos acordos internacionais de cooperação jurídica. A expectativa é que o desfecho ocorra ainda neste semestre, encerrando um longo período de fuga e disputas judiciais transcontinentais. A integridade dos sistemas democráticos foi um ponto citado no processo.



