Dinheiro esquecido: quase 50 milhões de pessoas ainda têm valores a receber nos bancos

Dinheiro esquecido: quase 50 milhões de pessoas ainda têm valores a receber nos bancos

10 de fevereiro de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Saiba como consultar e resgatar os recursos de forma gratuita

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Cerca de 49,6 milhões de pessoas físicas e jurídicas ainda possuem dinheiro esquecido em bancos e instituições financeiras, segundo dados atualizados do Banco Central do Brasil. Os valores fazem parte do sistema Valores a Receber (SVR), criado para permitir que cidadãos consultem e resgatem recursos deixados em contas antigas, consórcios, tarifas cobradas indevidamente ou saldos residuais.

O montante envolve contas encerradas com saldo, cotas de cooperativas de crédito, recursos de consórcios finalizados e até valores de tarifas ou parcelas cobradas indevidamente. Mesmo quantias pequenas podem ser resgatadas, e o processo é totalmente gratuito, feito de forma digital e segura.

Para saber se há dinheiro esquecido em seu nome, o cidadão deve acessar exclusivamente o sistema oficial do Banco Central, informando CPF ou CNPJ e a data de nascimento ou de abertura da empresa. Caso existam valores disponíveis, o próprio sistema informa a instituição responsável pelo pagamento e orienta sobre o resgate.

O saque pode ser feito por Pix, diretamente para uma chave vinculada ao CPF do titular, ou por outros meios informados pela instituição financeira. Em alguns casos, é necessário entrar em contato diretamente com o banco para concluir o recebimento.

O Banco Central reforça o alerta para que os cidadãos tenham cuidado com golpes, já que criminosos utilizam o tema “dinheiro esquecido” para aplicar fraudes. A consulta deve ser feita apenas no site oficial do BC, sem cobrança de taxas e sem envio de links por mensagens ou redes sociais.

Especialistas recomendam que a população faça a consulta periodicamente, já que novos valores podem ser incorporados ao sistema com o encerramento de contas, revisões de tarifas ou liquidação de consórcios. O dinheiro não some, mas só é devolvido se o titular fizer a solicitação.