Fenômeno raro voltará a encobrir completamente o Sol pela primeira vez em mais de dois anos
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação
O eclipse solar total agendado para o próximo dia 12 de agosto promete ser um dos eventos astronômicos mais marcantes de 2026. O fenômeno ocorre pela primeira vez em mais de dois anos, atraindo a atenção de cientistas, astrofotógrafos e entusiastas de diversas partes do mundo. Durante o alinhamento, a Lua se posicionará exatamente entre a Terra e o Sol, projetando sua sombra e cobrindo completamente o disco solar.
O bloqueio da radiação solar criará um escurecimento temporário no céu durante o dia nas áreas situadas ao longo da faixa de totalidade. Além do efeito visual impressionante, a queda momentânea de luminosidade costuma causar alterações na percepção de animais e na temperatura local das regiões impactadas.
“A oportunidade de testemunhar um alinhamento perfeito como este é sempre um momento histórico para a astronomia moderna, oferecendo dados valiosos sobre a coroa solar”, destacam pesquisadores da área.
Locais com visibilidade privilegiada do eclipse
A fase total do eclipse será visível em uma estreita faixa do globo terrestre. Os moradores e turistas localizados em áreas da Groenlândia, da Islândia, do norte da Espanha e do nordeste de Portugal terão o privilégio de acompanhar a escuridão completa durante alguns instantes.
Para garantir a melhor experiência de observação, muitos viajantes já estão planejando deslocamentos para esses países europeus. A rota do fenômeno cruzará paisagens deslumbrantes, o que deve movimentar o astroturismo internacional ao longo de toda a semana.
Groenlândia: Cobertura inicial com excelente visibilidade em áreas isoladas de gelo;
Islândia: Visão privilegiada próxima à capital e em regiões costeiras;
Espanha e Portugal: Fase final da totalidade visível no fim da tarde em zonas do norte e nordeste.
Cuidados essenciais para a observação astronômica
Especialistas em saúde ocular reforçam que acompanhar o eclipse exige cuidados rigorosos para evitar danos irreversíveis à visão. Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada, mesmo durante as fases parciais do alinhamento, pode causar queimaduras sérias na retina.
O uso de óculos astronômicos com filtros certificados pela norma ISO 12312-2 ou vidros de soldador com tonalidade número 14 é indispensável para quem pretende olhar para o céu. Filtros improvisados, como filmes de raio-X, óculos de sol comuns ou vidros fumê, não oferecem proteção contra os raios ultravioleta e infravermelhos.