Entenda o que vai acontecer no “apagão global” dia 17 de fevereiro de 2026
15 de fevereiro de 2026Eclipse solar anular de 2026 alimenta boatos, mas terá impacto limitado
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução

Uma onda de boatos sobre um suposto apagão global no dia 17 de fevereiro de 2026 voltou a circular nas redes sociais e gerou apreensão em parte do público. As publicações associam a data a um evento astronômico e sugerem consequências extremas, como falhas elétricas em escala planetária. Na prática, porém, o que está previsto para esse dia é um eclipse solar anular, fenômeno natural amplamente conhecido, calculado com antecedência e sem qualquer relação com colapsos energéticos ou impactos globais.
O eclipse solar anular ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas está em um ponto mais distante de sua órbita. Com isso, seu tamanho aparente é menor e ela não consegue encobrir totalmente o disco solar, formando o chamado “anel de fogo”. Diferentemente de um eclipse total, não há escurecimento significativo do céu nem alterações bruscas na luminosidade ambiente, especialmente fora da faixa central do fenômeno.
No caso do eclipse de 17 de fevereiro de 2026, a faixa de anularidade estará concentrada sobre a Antártida, região praticamente desabitada. Em áreas do extremo sul da América do Sul, como partes da Argentina e do Chile, o encobrimento do Sol será mínimo, variando de menos de 1% a pouco mais de 3%. Uma observação parcial e discreta também poderá ocorrer em pontos do sul do continente africano. Para o Brasil e para a maior parte do planeta, o eclipse não será visível.

Especialistas em astronomia reforçam que eclipses solares não provocam efeitos físicos capazes de gerar quedas de energia, falhas em sistemas elétricos ou alterações ambientais relevantes. Esses eventos fazem parte dos ciclos naturais do sistema Terra-Lua-Sol e são previstos com anos de antecedência graças à precisão dos cálculos astronômicos. O alinhamento previsto para fevereiro de 2026, portanto, não representa risco nem ameaça global.
O único cuidado necessário está relacionado à observação direta do Sol. Mesmo durante eclipses parciais ou anulares, olhar para o astro sem proteção adequada pode causar danos permanentes à visão. Óculos escuros comuns e chapas de raio-X não oferecem segurança. A orientação é utilizar apenas filtros certificados para observação solar ou recorrer a métodos indiretos, como a projeção da imagem.
Assim, o chamado “apagão global de 17/02” não passa de desinformação. Para a maioria das pessoas, a data não trará qualquer mudança perceptível no dia a dia. Para a ciência, será apenas mais um evento astronômico previsível, distante e sem impactos práticos na vida cotidiana.



