
Everaldo Marques estreia como principal narrador da Globo em Brasil x Marrocos na Copa 2026
13 de junho de 2026Transmissão direta dos Estados Unidos marca o início de uma nova era com o talento de Everaldo Marques
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: João Cotta/TV Globo/Divulgação e Estevam Avellar/TV Globo/Divulgação
A cobertura dos grandes eventos esportivos internacionais carrega a responsabilidade de traduzir a paixão das arquibancadas para milhões de lares, transformando a crônica dos gramados em uma memória afetiva coletiva. Na engrenagem da televisão aberta, a escolha do profissional que comanda o microfone principal dita o ritmo, a emoção e o engajamento do público com a Seleção Brasileira. Esse processo de transição na principal emissora do país costuma demandar anos de amadurecimento técnico, alcançando o ápice com a entrega da vaga para o experiente locutor Everaldo Marques.
Neste sábado, 13 de junho de 2026, a audiência nacional se prepara para acompanhar o debute do Brasil no torneio mundial contra Marrocos, diretamente do Estádio de Nova Jersey. O confronto não marca apenas o início das estratégias táticas de Carlo Ancelotti na busca pelo título, mas também consolida a realização profissional do principal nome do setor esportivo da Rede Globo. Em entrevista concedida antes do embarque para a sede da competição, os relatos emotivos e os detalhes dos bastidores evidenciaram a carga lúdica e de dedicação por trás de Everaldo Marques.
Como um sonho lúdico de infância se transformou em realidade profissional?
A fixação pela comunicação e pela crônica esportiva acompanha a trajetória do jornalista desde os tempos de colégio no interior de São Paulo. Ao contrário da maioria dos jovens que projetavam marcar o gol da vitória em uma final de campeonato, o interesse do comunicador residia na arte de descrever e eternizar a jogada. Sem grande aptidão para a prática das modalidades físicas na juventude, as brincadeiras de infância com futebol de botão e as peladas com os amigos no pátio do prédio funcionavam como o laboratório inicial para o exercício do talento que consagraria Everaldo Marques.

Aos 10 anos de idade, o lúdico ganhava contornos de convicção profissional. Durante as disputas casuais na quadra do condomínio, o menino assumia a dupla função de correr e narrar o desenrolar das jogadas, transportando-se mentalmente para as cabines de rádio e televisão dos maiores estádios do planeta. Naquele cenário imaginativo, os amigos de infância perdiam os nomes de registro e ganhavam as alcunhas de ídolos como Pelé e Rivelino. Essa certeza precoce pavimentou o caminho acadêmico e ditou a obstinação que guiaria a carreira de Everaldo Marques.
“No cenário lúdico da infância, eu me transportava para uma cabine de transmissão de um estádio. Meus amigos viravam os craques da época. Eu sempre tive convicção de que era isso que tentaria fazer na vida profissionalmente”, revelou o jornalista ao analisar a sua estreia à frente das jornadas de Everaldo Marques.
O direito de torcer e os bastidores da substituição de Luís Roberto
Comandar as transmissões da equipe canarinho confere ao profissional uma prerrogativa rara no cotidiano do jornalismo de faturamento convencional: a liberdade de expressar sentimentos partidários em favor do país. Diferente das coberturas entre clubes nacionais, onde a neutralidade absoluta e a isenção absoluta servem como regras de ouro para não desagradar as torcidas rivais, os confrontos internacionais admitem uma postura mais calorosa e próxima da reação do telespectador que acompanha o jogo do sofá, uma característica que será explorada por Everaldo Marques.
A grande oportunidade de liderar a equipe de transmissão da Copa do Mundo de 2026, contudo, chegou por meio de uma circunstância delicada nos bastidores da emissora carioca. O profissional foi escalado para assumir o posto após o afastamento temporário do titular Luís Roberto, que precisou se ausentar dos microfones para focar nos cuidados de um tratamento de saúde. A relação de amizade entre os dois locutores, construída há mais de duas décadas em salas de imprensa da Fórmula 1, fez com que o sentimento de alegria pela promoção viesse acompanhado de respeito e comoção por parte de Everaldo Marques.
O apoio mútuo foi referendado na véspera dos amistosos preparatórios, quando Luís Roberto enviou mensagens desejando sucesso e chancelando a escolha da diretoria da holding de mídia. Demonstrando uma evolução clínica positiva e respondendo bem aos tratamentos médicos atuais, o veterano motivou o colega a abraçar o desafio com o máximo de vigor técnico. A partir deste sábado, o público brasileiro passa a se conectar com os novos jargões, a precisão analítica e a emoção característica das jornadas comandadas por Everaldo Marques.




