Fim da escala 6×1: Supermercados no Brasil começam a adotar jornada reduzida

Fim da escala 6×1: Supermercados no Brasil começam a adotar jornada reduzida

20 de fevereiro de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Grandes redes e unidades regionais testam modelos de folga dupla para atrair e manter funcionários.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Paulo Pinto | Agência Brasil

Supermercados brasileiros iniciam transição para o fim da escala 6x1. Entenda como funciona a nova jornada de trabalho, os desafios do setor e o impacto para os funcionários.

O setor de supermercados, historicamente conhecido por uma das rotinas de trabalho mais exaustivas do comércio, está começando a ceder à pressão por mudanças. Diversas redes em todo o Brasil iniciaram a transição ou o teste de novos modelos de jornada, marcando o início do fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de folga) em favor de escalas que permitem um descanso mais digno aos colaboradores.

O movimento ocorre em meio a um intenso debate nacional sobre a PEC que visa reduzir a jornada de trabalho semanal, mas algumas empresas decidiram se antecipar para melhorar o clima organizacional e reduzir o turnover (rotatividade de pessoal).

Como funciona a nova escala nos supermercados? Diferente do modelo tradicional, onde a folga muitas vezes ocorre apenas uma vez por semana e nem sempre coincide com o domingo, as novas adesões focam em:

  • Escala 5×2: O funcionário trabalha cinco dias e folga dois, garantindo ao menos um final de semana completo por mês.
  • Escala 4×3: Modelos experimentais onde o trabalho é concentrado em quatro dias, com folgas estendidas, visando maior produtividade e saúde mental.

O Desafio Operacional Os empresários do setor de varejo alimentar argumentam que a transição exige um planejamento rigoroso. Como os supermercados são serviços essenciais e funcionam sete dias por semana, a mudança requer:

  1. Aumento nas contratações: Para cobrir as folgas sem fechar as lojas ou sobrecarregar as equipes.
  2. Tecnologia e Automação: Maior investimento em self-checkouts (caixas de autoatendimento) para reduzir a dependência de pessoal em horários de pico.
  3. Revisão de Horários: Algumas unidades já estudam fechar mais cedo aos domingos ou feriados para viabilizar as novas escalas.

Impacto para os Trabalhadores e Consumidores Para os funcionários, a mudança é vista como uma vitória histórica, permitindo mais tempo com a família e redução do estresse. Para o consumidor, o impacto inicial pode ser sentido em uma possível alteração nos horários de atendimento ou na organização das gôndolas, mas especialistas acreditam que um funcionário mais descansado reflete em um melhor atendimento.

“A escala 6×1 é um modelo do século passado. O setor de supermercados está entendendo que, para reter talentos e manter a operação eficiente em 2026, é preciso humanizar o trabalho”, afirma um consultor de RH do setor varejista.