
Governo estuda elevar teor de etanol na gasolina para 32% visando baratear combustível
5 de julho de 2026 Off Por Marcelo GarciaConselho Nacional de Política Energética avalia medida para reduzir a importação e baratear o combustível
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação/Quatro Rodas
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A gasolina vendida nos postos de combustíveis de todo o país poderá passar por uma nova mudança estrutural muito em breve. O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que a mistura obrigatória de etanol no combustível deve subir dos atuais 30% para 32%.
Essa nova diretriz econômica está sendo avaliada de perto pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O objetivo central da gestão federal com a medida é fortalecer a agroindústria e diminuir de forma expressiva os gastos públicos.
De acordo com as estimativas iniciais do governo, a alteração pode reduzir a necessidade de importação do insumo em cerca de 500 milhões de litros mensais. Isso daria maior autonomia e estabilidade ao mercado de refino nacional.
Os benefícios econômicos e ambientais da nova gasolina
O Ministério de Minas e Energia defende que a nova composição ajudará a baratear o preço final cobrado dos consumidores nas bombas. Além disso, a ampliação do uso do biocombustível reduz drasticamente a emissão de poluentes na atmosfera.

A iniciativa faz parte de um plano amplo de descarbonização da matriz de transporte brasileira, que já havia aumentado a mistura no ano passado. O governo estuda ainda elevar o percentual obrigatório de biodiesel misturado ao diesel para 16%.
O impacto no rendimento dos veículos com a gasolina alterada
Apesar das vantagens econômicas anunciadas, engenheiros e especialistas automotivos fazem alertas importantes sobre a mudança. O aumento do nível de etanol diminui diretamente o poder energético total da mistura que vai para o motor.
Isso significa na prática que os automóveis podem passar a rodar distâncias menores com a mesma quantidade de combustível no tanque. Modelos antigos, motocicletas e veículos importados são os que mais devem sentir a perda de autonomia.
Como não está prevista a realização de novos testes técnicos para validar a proporção de 32%, o motorista precisará monitorar o consumo. A orientação ideal é sempre calcular o custo real por quilômetro rodado no uso diário do automóvel.
Sobre o Autor
Fundador do Boca do Rio Magazine, estudante de Comunicação e Marketing pela UNIFACS, CEO e diretor de arte na Novo Mundo Agência e Comunicação e morador da Boca do Rio há mais de 20 anos



