Governo quer reajuste anual do teto do MEI pela inflação

Governo quer reajuste anual do teto do MEI pela inflação

10 de maio de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Ministério do Empreendedorismo estuda correção automática do limite de faturamento via IPCA para beneficiar microempreendedores

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

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O Governo Federal está articulando uma mudança estrutural para os mais de 15 milhões de profissionais que atuam sob o regime de MEI no Brasil. O Ministério do Empreendedorismo revelou que estuda atrelar o teto de faturamento anual, atualmente fixado em R$ 81 mil, ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A medida visa corrigir a defasagem histórica causada pela inflação, permitindo que o microempreendedor continue crescendo sem o receio de ser desenquadrado precocemente do sistema simplificado de impostos.

A estratégia busca combater a prática comum de abertura de múltiplos CNPJs para contornar o limite de ganhos, o que o ministro Paulo Pereira classifica como uma distorção do sistema. Com a correção automática pelo IPCA, o MEI ganha previsibilidade e fôlego financeiro, evitando que a perda do poder de compra force a migração para o Simples Nacional de forma abrupta. O objetivo é garantir que o empreendedor foque na produtividade e na geração de renda, mantendo a saúde fiscal do país equilibrada.

Em vez de um aumento imediato para R$ 130 mil, como sugerido em propostas anteriores no Congresso, o modelo em estudo prevê um escalonamento progressivo. Além dessa transição suave, também seria facilitada a passagem do MEI para a categoria de Microempresa (ME), reduzindo o choque tributário e incentivando a formalização duradoura. O governo planeja ainda, utilizar ferramentas como o WhatsApp para facilitar o acesso ao crédito e a renegociação de dívidas através do programa Desenrola 2, modernizando a comunicação com a categoria.

A proposta também leva em conta os debates sobre a jornada de trabalho e o custo operacional dos pequenos negócios. Ao vincular o teto à inflação, o governo federal pretende oferecer uma solução técnica que não comprometa a arrecadação da Previdência Social, mantendo os benefícios previdenciários dos segurados. Esta nova política para o MEI representa um passo importante na desburocratização e no apoio direto ao empreendedorismo de base, que é um dos pilares da economia brasileira contemporânea.