Grupo Pão de Açúcar cita risco à continuidade das operações

Grupo Pão de Açúcar cita risco à continuidade das operações

25 de fevereiro de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Balanço financeiro de 2025 revela déficit de R$ 1,2 bilhão e levanta dúvidas sobre futuro da rede; grupo possui duas unidades em bairros nobres de Salvador.

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Shutterstock

A atual Crise no Pão de Açúcar acendeu um alerta no mercado varejista nesta quarta (25). Em relatório oficial sobre o desempenho de 2025, o grupo admitiu incertezas sobre a continuidade de suas operações devido aos prejuízos acumulados.

Em Salvador, a notícia gera preocupação para os consumidores das unidades localizadas no Costa Azul e no Caminho das Árvores. A companhia registrou um déficit de capital circulante líquido que atinge a marca de R$ 1,2 bilhão até o momento.

O balanço aponta que o principal desafio reside no vencimento de empréstimos e debêntures previstos para 2026, somando R$ 1,7 bilhão. Mesmo com melhora nos indicadores, o prejuízo recorrente levanta dúvidas sobre a saúde financeira do grupo.

Para mitigar os riscos, a empresa informou que adota medidas como a monetização de créditos tributários e o alongamento de dívidas. O foco está na redução do custo financeiro para garantir fôlego ao caixa nos próximos trimestres de 2026.

Alexandre Santoro, diretor-presidente do grupo, frisou que a agenda de disciplina será mantida. A estratégia envolve a simplificação de estruturas e processos para tornar as marcas Pão de Açúcar e Extra Mercado mais competitivas no varejo.

Atualmente, a rede possui mais de 700 unidades físicas em todo o Brasil, empregando cerca de 39 mil funcionários. A incerteza relevante citada no relatório é um termo técnico que indica riscos reais à manutenção das atividades da companhia.

Além da bandeira principal, o grupo gerencia marcas como Minuto Pão de Açúcar, Qualitá e Taeq. A administração busca uma evolução consistente e sustentável para reverter o cenário negativo e afastar o espectro de uma possível falência.

A competitividade do setor de supermercados exige agilidade na redução de despesas operacionais. Por isso, a monetização de ativos e a renegociação com credores são as prioridades absolutas da diretoria para assegurar a operação em Salvador.

Investidores e clientes acompanham de perto os próximos passos da gigante varejista. A construção de uma base financeira sólida é fundamental para que as lojas físicas continuem funcionando e atendendo aos milhares de consumidores diários.