Homem morre após escorregar e cair de trilha famosa no Rio de Janeiro

Homem morre após escorregar e cair de trilha famosa no Rio de Janeiro

29 de junho de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Vítima de 44 anos despencou de uma altura de 150 metros ao tentar descer do topo em Maricá

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Foto/Reprodução

O montanhismo e o ecoturismo atraem um número crescente de praticantes que buscam o contato direto com a natureza e paisagens deslumbrantes para registrar em plataformas digitais. No entanto, o aumento do fluxo de visitantes em áreas de preservação e mirantes naturais exige uma conscientização profunda sobre os riscos geográficos envolvidos. Terrenos íngremes e superfícies rochosas podem se tornar extremamente escorregadios devido à umidade, transformando passeios em cenários de emergência.

A famosa pedra do macaco, localizada no distrito de São José do Imbassaí, em Maricá, foi palco de um grave acidente que resultou na morte de Caio Rocha Aguiar Azevedo, de 44 anos. O episódio ocorreu na madrugada de domingo (28), quando a vítima subiu até a crista do maciço rochoso com o objetivo de capturar imagens do horizonte. Ao tentar iniciar o processo de descida do topo do mirante, o homem acabou perdendo a aderência e escorregou.

Mobilização dos bombeiros e resgate complexo na Região dos Lagos

O impacto da queda livre atingiu a estimativa de 150 metros de altura, fazendo com que a vítima perdesse a vida de forma imediata na base da encosta. Diante da dificuldade geográfica do terreno da pedra do macaco, o Corpo de Bombeiros precisou estruturar uma força-tarefa especializada. A operação de resgate utilizou um helicóptero da corporação e militares treinados em técnicas de rapel para acessar a fenda onde o corpo se encontrava.

Após os procedimentos de extração da área de mata densa, os restos mortais de Caio foram direcionados para o Instituto Médico Legal (IML) da região. As imagens que registraram o exato momento do escorregamento foram integradas aos arquivos de investigação da Polícia Civil, que conduz os trabalhos periciais para detalhar a dinâmica do ocorrido e avaliar as condições gerais de sinalização do parque ecológico.

“A área apresenta trechos de alta declividade que exigem equipamentos adequados e guias credenciados para evitar fatalidades”, alertaram as autoridades de socorro.

O desastre na pedra do macaco acende um sinal de alerta vermelho para os órgãos de turismo da Região dos Lagos devido à recorrência de óbitos em curto espaço de tempo. Poucos dias antes, em 14 de junho, a turista Rosemary Suzart Garcia, de 59 anos, também perdeu a vida em um acidente na mesma reserva ambiental. Ela estava se preparando para realizar uma atividade de rapel quando escorregou nas proximidades da Gruta do Spar.

O acúmulo de episódios trágicos neste ano de 2026 fomenta debates entre grupos de guias locais sobre a necessidade de controle de acesso e instalação de corrimãos de segurança nos trechos mais expostos das caminhadas. O policiamento ambiental recomenda que os visitantes evitem realizar subidas em períodos de baixa visibilidade ou sob condições climáticas adversas, preservando a integridade física durante as atividades de lazer.