Inverno começa com frio e chuvas leves e contínuas até meados de agosto em Salvador
23 de junho de 2025Chuvas persistentes devem marcar a estação nas áreas litorâneas da Bahia
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) / Foto: Xando Pereira (Ag. A TARDE)

O inverno começou oficialmente às 23h42 da última sexta-feira (20) no Hemisfério Sul e segue até o dia 22 de setembro. A nova estação promete mudanças relevantes no clima baiano. Segundo especialistas, as temperaturas devem ficar mais baixas do que as registradas em 2024, especialmente com chuvas frequentes no leste do estado. No interior, o frio tende a ser mais intenso, com termômetros podendo marcar menos de 10 °C em municípios como Vitória da Conquista, Piatã e Santa Rita de Cássia.
A previsão para Salvador, Região Metropolitana (RMS), Recôncavo, Litoral Norte e Litoral Sul é de chuvas leves e contínuas até meados de agosto, intercaladas por períodos de sol entre nuvens. As informações são da Coordenação de Estudos de Clima e Projetos Especiais (Cocep), do Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos). A meteorologista Cláudia Valéria explica que as precipitações não serão volumosas, mas devem ocorrer com regularidade, mantendo o clima mais úmido e o céu encoberto por vários dias.
Nas regiões centrais e oeste do estado, o cenário muda: o tempo será seco, com grande amplitude térmica — manhãs geladas, tardes muito quentes e umidade relativa do ar abaixo dos 30%. “Começa frio, mas à tarde a temperatura sobe bastante e pode passar dos 36 °C. Isso caracteriza a alta amplitude térmica, aliada à baixa umidade do ar, o que requer atenção com a saúde”, alerta Cláudia.

Fase neutra no clima e efeitos na saúde e agricultura
Neste ano, não há atuação de fenômenos como El Niño ou La Niña. “Estamos sob neutralidade climática, o que favorece um padrão típico do inverno: frentes frias rápidas, que deixam o céu nublado por alguns dias”, pontua a meteorologista.
O Inema também faz um alerta para os impactos da estação. No litoral, a sequência de chuvas é benéfica para as lavouras, enquanto no interior o clima seco e a variação de temperatura exigem cuidados, sobretudo com doenças respiratórias. Além disso, a junção entre calor, baixa umidade e ventos fortes aumenta o risco de queimadas. “As condições climáticas não iniciam os incêndios, mas favorecem sua propagação, agravando a poluição e os problemas respiratórios”, conclui Cláudia.




