Lula enfrenta alta desaprovação nos maiores estados do Brasil; Veja os números
11 de março de 2026Da Bahia ao Rio Grande do Sul, entenda como o eleitorado dos principais polos econômicos avalia a gestão petista em 2026.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Edu Mota / Brasília

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário de resistência nos principais centros demográficos do Brasil. De acordo com um compilado de pesquisas recentes (Ipsos/Ipec, Quaest e Paraná Pesquisas), a desaprovação ao trabalho do petista supera a média nacional de 51% em cinco dos seis maiores colégios eleitorais do país. Juntos, esses estados somam cerca de 91 milhões de eleitores, representando quase 60% do total apto a votar em outubro.
O levantamento revela que a região Sul é onde a gestão encontra os maiores obstáculos. No Paraná, a desaprovação atinge o pico de 68%, enquanto no Rio Grande do Sul o índice chega a 66%. Esses números refletem um distanciamento histórico e uma crítica acentuada às políticas econômicas e sociais do governo federal nessas unidades federativas.
No Sudeste, o panorama não é diferente. Em São Paulo, maior colégio eleitoral da nação com 33,6 milhões de votantes, a desaprovação bateu 56%. No Rio de Janeiro, o índice se repete (56%), evidenciando que os grandes centros urbanos do eixo Rio-SP mantêm uma postura cética em relação ao desempenho do Planalto. Em Minas Gerais, o estado termômetro das eleições, a rejeição é de 52,4%, ligeiramente acima da média do país.

Curiosamente, a Bahia — tradicional reduto petista — é o único estado entre os seis maiores onde a desaprovação (51%) iguala exatamente a média nacional. No entanto, o dado acende um alerta: mesmo em solo baiano, a margem de aprovação (47%) é apertada, sugerindo que o desgaste da gestão também começa a ser sentido no Nordeste.
| Estado | Eleitores (mi) | Desaprovação | Aprovação | Instituto |
| São Paulo | 33,6 | 56% | 40% | Big Time Real Data |
| Minas Gerais | 16,1 | 52,4% | 43,4% | Paraná Pesquisas |
| Rio de Janeiro | 12,6 | 56% | 38% | Big Time Real Data |
| Bahia | 11,1 | 51% | 47% | Quaest |
| Paraná | 8,4 | 68% | 30% | Quaest |
| Rio Grande do Sul | 8,4 | 66% | 33% | Quaest |
Os números indicam que o discurso do governo ainda encontra dificuldades para penetrar em setores produtivos e classes médias das regiões Sul e Sudeste. Com a proximidade do pleito municipal e a subsequente corrida presidencial, o Planalto precisará recalibrar sua comunicação e ações regionais para tentar reverter esses índices nos estados que, historicamente, decidem o destino do Palácio do Planalto.



