Lula sanciona leis que criam cadastro de condenados por violência doméstica

Lula sanciona leis que criam cadastro de condenados por violência doméstica

20 de maio de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Pacote de medidas endurece regras de proteção e prevê afastamento imediato de agressores do lar

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Governo cria Cadastro Nacional de Agressores e endurece regras contra a violência doméstica. Saiba o que muda na lei.

O Poder Executivo Federal sancionou três projetos de lei voltados ao endurecimento das punições contra crimes de gênero no país nesta quarta-feira (20). Os textos legais estabelecem mecanismos rigorosos de fiscalização e proteção às mulheres vítimas de abusos. A assinatura ocorreu no Palácio do Planalto em solenidade alusiva às ações integradas de combate ao feminicídio.

A principal inovação jurídica envolve a instituição de uma plataforma nacional para consolidação de dados de indivíduos penalizados por violência doméstica ou crimes sexuais. O banco de dados centralizado reunirá fotografias, impressões digitais e endereços dos condenados em definitivo. Os órgãos de segurança pública de todas as regiões terão acesso irrestrito ao sistema.

O pacote normativo promove modificações na Lei Maria da Penha para acelerar o afastamento do agressor do ambiente residencial. A legislação passa a contemplar modalidades de opressão patrimonial, moral e psicológica, incluindo condutas virtuais nocivas como a divulgação não autorizada de materiais íntimos ou a propagação de informações falsas.

Adicionalmente, as atualizações na Lei de Execução Penal visam coibir ameaças originadas no interior de unidades prisionais. Caso o detento reincida em comportamentos intimidatórios contra a vítima ou familiares, a autoridade competente poderá determinar sua transferência imediata para complexos penitenciários de segurança máxima ou esferas federais.

O ato governamental incluiu decretos regulatórios direcionados ao ambiente digital para coibir práticas de discriminação e assédio online. Os novos parâmetros jurídicos impõem maior responsabilização às grandes corporações de tecnologia na moderação de conteúdos ofensivos, alinhando a fiscalização às recentes diretrizes do Supremo Tribunal Federal.

Durante o pronunciamento oficial na capital, o mandatário ressaltou que a mobilização social contra a violência doméstica deve ser assumida prioritariamente pela parcela masculina da sociedade. As novas determinações legais seguem para publicação oficial no Diário Oficial da União, com vigência programada para iniciar nesta quinta-feira (21).