Integrantes da campanha afirmam que levantamentos internos indicam vantagem maior sobre Flávio Bolsonaro
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Kebec Nogueira, Ricardo Stuckert e Luis Nova
Lula teve os resultados da pesquisa BTG/Nexus, divulgada na manhã desta segunda-feira (3), contestados por seus aliados nos bastidores do governo. O levantamento apontou que a vantagem do atual presidente da República sobre Flávio Bolsonaro (PL), em um eventual cenário de primeiro turno, teria reduzido de nove para quatro pontos em um intervalo de uma semana.
Entretanto, ministros do governo e integrantes do comitê eleitoral ouvidos reservadamente afirmam que os levantamentos internos do PT não indicam alterações significativas na corrida presidencial. Segundo essas fontes, os trackings diários mantidos pela campanha apontam uma vantagem de cerca de oito pontos a favor do petista.
“Os dados de acompanhamento interno da campanha mantêm a estabilidade do cenário, sem demonstrar a oscilação apontada no levantamento por telefone”, revelaram interlocutores do Palácio do Planalto.
Contestação ao recorte da pesquisa do candidato Lula no Nordeste
O principal ponto de questionamento por parte dos aliados de Lula envolve o desempenho na Região Nordeste, histórico reduto eleitoral do Partido dos Trabalhadores. No estudo da Nexus, o petista oscilou de 62% para 52% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro, que subiu de 30% para 39%.
Para a cúpula da campanha, essa variação brusca de dez pontos em um curto espaço de tempo contraria o histórico da região. Estrategistas políticos afirmam que o eleitorado nordestino se mantém consolidado em relação à avaliação da gestão federal.
Divergência de margem: Pesquisa BTG indica 4 pontos de frente no 1º turno; trackings do PT apontam 8 pontos;
Cenário de 2º turno no Nordeste: BTG/Nexus registra 52% contra 39%; semana anterior marcava 62% a 30%;
Metodologia questionada: Aliados apontam limitações na amostragem em relação ao perfil demográfico da região.
Críticas à metodologia de entrevistas telefônicas
Outro argumento central levantado pela equipe de Lula diz respeito ao formato adotado no levantamento. A pesquisa BTG/Nexus é realizada por meio de chamadas telefônicas, modelo que, segundo os críticos da campanha, tende a excluir parcelas representativas do eleitorado de menor renda, sobretudo no interior dos estados nordestinos.
Ao todo, o instituto Nexus entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A pesquisa conta com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, mantendo o debate sobre a eficiência da amostragem em relação às pesquisas presenciais de amostragem domiciliar.