Maria Amélia obtém liminar para restabelecer cadastro de moradora em condomínio no DF

Maria Amélia obtém liminar para restabelecer cadastro de moradora em condomínio no DF

28 de julho de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Juíza entende que pendência documental não autoriza a administração a restringir o acesso à residência

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

A juíza Ana Letícia Santini, da 23ª Vara Cível de Brasília, determinou que o condomínio Mônaco, localizado no Jardim Botânico, área nobre do Distrito Federal, restabeleça o cadastro interno da pré-candidata pelo PL, Maria Amélia. A confeiteira, que mora no local há 18 anos, havia sido impedida de entrar em sua própria residência por determinação da administração.

A decisão liminar acatou o pedido formulado pela moradora. Na avaliação da magistrada, a alegação de que o casal não teria apresentado a documentação referente à posse do terreno não justifica a imposição de barreiras para o ingresso na unidade residencial.

A decisão judicial sobre o caso de Maria Amélia

Ao analisar o pedido, a magistrada ressaltou que a gestão do local precisa utilizar as vias legais e administrativas cabíveis para solicitar atualizações de dados, sem que isso interfira na posse ou no direito de ir e vir.

“A administração condominial dispõe de instrumentos adequados para exigir a atualização de documentos ou promover a regularização de cadastros internos. Não lhe é dado, porém, substituir-se ao Poder Judiciário para instituir medidas restritivas aptas a afetar direitos relacionados à posse, à propriedade ou à moradia”, destacou a juíza Ana Letícia Santini na sentença.

Com a determinação, a gestão fica obrigada a liberar o ingresso de Maria Amélia e de sua família nas mesmas condições aplicadas aos demais residentes, abstendo-se de aplicar novas sanções baseadas na referida pendência de cadastro.

Divergências e registro policial

O episódio teve início quando a pré-candidata à deputada federal foi retida na portaria do residencial. Em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Maria Amélia relatou que vinha sendo alvo de perseguição no ambiente comunitário e em grupos de mensagens em virtude de sua atuação política. A confeiteira é conhecida por confeccionar doces para eventos da família do ex-presidente Jair Bolsonaro e por sua proximidade com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Por outro lado, a síndica Juliana Porcaro relatou à polícia que as notificações sobre a necessidade de comprovação documental vêm sendo feitas desde 2018, ainda na gestão anterior. A administradora refutou as acusações de motivação política e registrou ocorrência por ameaça na 30ª Delegacia de Polícia. Em nota enviada à imprensa neste ano de 2026, a defesa da moradora reforçou que o acionamento da Justiça buscou apenas a garantia de direitos fundamentais que teriam sido cerceados de forma arbitrária.