Minha Casa, Minha Vida terá novo teto para o valor do imóvel nas faixas 1 e 2, após três anos sem correção; veja valores
18 de dezembro de 2025Famílias de baixa renda das regiões Norte e Nordeste terão acesso a juros mais baixos e a um desconto concedido pelo FGTS
Fonte: Globo | Foto: Tales Souza

O programa Minha Casa, Minha Vida terá novos tetos para o valor dos imóveis destinados às faixas 1 e 2, após cerca de três anos sem atualização. A mudança foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS na última quinta-feira (17) e atinge municípios das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, beneficiando famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil.
De acordo com técnicos do Ministério das Cidades, o limite atual de R$ 255 mil para essas faixas será reajustado em média em 4%, corrigindo uma defasagem provocada pelo congelamento da tabela nos últimos anos. A atualização busca adequar o programa à elevação dos custos da construção civil e à valorização imobiliária observada em diversas regiões do país.

O mesmo percentual de reajuste já havia sido aplicado anteriormente aos municípios do interior de São Paulo e do Rio de Janeiro. Nas capitais, no entanto, o teto do valor dos imóveis permanece fixado em R$ 350 mil. Já para a faixa 3 do programa, voltada a famílias com renda de até R$ 8,6 mil, o limite segue em R$ 500 mil, valor que também se aplica à faixa 4, destinada a rendas de até R$ 12 mil.
Além da atualização dos tetos, o programa mantém condições diferenciadas para famílias de baixa renda, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Nessas localidades, os beneficiários têm acesso a taxas de juros reduzidas, que variam entre 4% e 10,5% ao ano, além de subsídios concedidos com recursos do FGTS, que podem chegar a até R$ 55 mil por família, facilitando o enquadramento das prestações no orçamento doméstico.

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Durante a mesma reunião, o Conselho Curador do FGTS também analisou a liberação de cerca de R$ 70 milhões para ações comemorativas pelos 60 anos do Fundo, incluindo eventos e campanhas informativas. Para evitar o uso político dos recursos, os conselheiros estabeleceram que todas as peças publicitárias deverão passar previamente pela aprovação do colegiado.
A expectativa do governo é que a atualização dos tetos contribua para destravar novos empreendimentos habitacionais, ampliar a oferta de moradias populares e fortalecer o Minha Casa, Minha Vida como principal política pública de acesso à habitação no país.




