Minha Casa Minha Vida: veja quem pode participar com as novas regras
24 de março de 2026Entenda as mudanças aprovadas que aumentaram o teto salarial e o valor dos apartamentos financiados pelo programa.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Conselho Curador do FGTS aprovou, nesta quarta (25), uma atualização significativa nas regras do Minha Casa Minha Vida em todo o território nacional. A medida eleva os limites de renda familiar e reajusta o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo programa. O objetivo é ampliar o acesso à moradia própria para milhares de brasileiros.
A proposta do Ministério das Cidades, aprovada por unanimidade, visa beneficiar mais de 87 mil famílias imediatamente após a publicação no Diário Oficial. Com a queda da taxa Selic, o governo busca impulsionar o setor habitacional utilizando um orçamento recorde do FGTS. A meta é atingir a contratação de 3 milhões de unidades habitacionais até o fim do ciclo.
Uma das principais mudanças ocorre no teto da renda familiar mensal para a Faixa 4, que saltou de R$ 12 mil para R$ 13 mil. Na Faixa 1, o limite passou de R$ 2.850 para R$ 3.200, permitindo que famílias com menor poder aquisitivo se enquadrem nos subsídios. As faixas intermediárias também sofreram reajustes para acompanhar a inflação do setor.

Além da renda, o valor das propriedades foi atualizado para refletir a realidade do mercado imobiliário atual. Imóveis da Faixa 4, que antes tinham teto de R$ 500 mil, agora podem chegar a R$ 600 mil em grandes centros. Já na Faixa 3, o limite subiu para R$ 400 mil, oferecendo mais opções de localização e acabamento para os futuros compradores.
Nas capitais e metrópoles com mais de 750 mil habitantes, como Salvador, os valores para as Faixas 1 e 2 podem chegar a R$ 270 mil. Essa regionalização é fundamental para garantir que o programa seja eficaz em cidades onde o custo do metro quadrado é mais elevado. O setor da construção civil comemorou a decisão como um motor para novos lançamentos.
O programa habitacional foi responsável por metade dos lançamentos imobiliários no Brasil no último ano, movimentando cifras bilionárias na economia. Com as novas diretrizes, espera-se que o crédito imobiliário se torne ainda mais acessível para a classe média. Interessados devem procurar instituições financeiras para realizar simulações atualizadas com os novos tetos.



