Ministério da Saúde emite alerta sobre Vírus Nipah após novos casos na Índia

Ministério da Saúde emite alerta sobre Vírus Nipah após novos casos na Índia

29 de janeiro de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Patógeno considerado altamente letal pela OMS está sob monitoramento internacional, mas risco de pandemia segue baixo

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Kittisak Kaewchalun (Getty Images)

Arte: Fan F1

O Ministério da Saúde emitiu um alerta oficial na última quinta-feira (29) após a confirmação de novos casos do vírus Nipah na Índia. O agente infeccioso é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como altamente letal e integra a lista de patógenos monitorados globalmente por seu potencial de provocar surtos graves. A manifestação da pasta ocorreu depois que autoridades indianas confirmaram dois casos da doença, ambos em profissionais da área da saúde, além da recomendação de quarentena para mais de 100 pessoas que tiveram contato direto ou indireto com os infectados.

Apesar da repercussão internacional e da preocupação gerada nas redes sociais, o Ministério da Saúde afirmou que, neste momento, o risco de uma pandemia causada pelo vírus Nipah é considerado baixo. Segundo a nota técnica divulgada, o patógeno não é novo e vem sendo monitorado há mais de duas décadas. O vírus foi identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, e desde então permanece restrito principalmente a regiões do Sudeste Asiático, como Índia e Indonésia.

Especialistas explicam que o principal reservatório natural do vírus são morcegos frugívoros. A transmissão também pode ocorrer por meio do contato com porcos infectados e, em situações mais raras, entre seres humanos. A infecção acontece principalmente por vias respiratórias ou pelo contato com superfícies contaminadas, o que exige protocolos rigorosos de vigilância sanitária e controle epidemiológico.

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A doença pode provocar quadros de infecção respiratória aguda e encefalite, uma inflamação grave no cérebro que pode levar à morte, o que explica o alto nível de monitoramento internacional. Por esse motivo, o Ministério da Saúde reforçou que o Brasil mantém planos de contingência e protocolos específicos para lidar com agentes altamente patogênicos. O trabalho é realizado em parceria com instituições como a Fiocruz, o Instituto Evandro Chagas e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A Organização Mundial da Saúde também se pronunciou sobre o caso e destacou que a probabilidade de disseminação global do vírus Nipah segue baixa, principalmente devido à rápida resposta das autoridades indianas. Diferentemente do cenário vivido durante a pandemia da covid-19, especialistas afirmam que o Nipah não apresenta, até o momento, características de transmissão ampla, silenciosa e em larga escala, o que reduz o risco de uma crise sanitária global.