
Ministério das Relações Exteriores desliga oficial aprovada em processo seletivo nacional
25 de maio de 2026Candidata havia ingressado na carreira de chancelaria, mas teve a declaração de cotas invalidada
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Acervo pessoal

O Ministério das Relações Exteriores oficializou o desligamento de uma servidora aprovada no último concurso público para o cargo de oficial de chancelaria. A medida contra Flávia Medeiros, que havia assumido as funções no mês de abril, ocorreu após a comissão técnica de validação de cotas invalidar a sua autodeclaração de raça.
A ex-funcionária ingressou com medidas administrativas perante a banca organizadora do certame e buscou amparo na primeira instância da Justiça Federal. Apesar de ter obtido parecer favorável para seguir nas fases do concurso e tomar posse, o caso seguiu para análise de recurso de segunda instância nas turmas julgadoras do trf1.
A Advocacia-Geral da União apresentou forte contestação contra a permanência da candidata nas funções públicas do Poder Executivo. O órgão de representação do governo federal alegou que a liminar concedida não assegurava o direito definitivo ao exercício da profissão antes que o colegiado do trf1 fizesse o julgamento do mérito da ação.

O cerne da disputa jurídica que tramita na esfera federal envolve os critérios fenotípicos utilizados pelas bancas de avaliação. A oficial relatou que dedicou mais de uma década de estudos focados na carreira e que outros quinze concorrentes também enfrentaram o indeferimento de suas vagas na fase final, aguardando desdobramentos no trf1.
O ato de exoneração acabou publicado no Diário Oficial da União na última semana, gerando impactos financeiros e pessoais para a profissional. Ela relatou que precisou assinar contratos de locação residencial de longo prazo na capital federal e criticou o tempo de espera necessário até que o conselho de juízes do trf1 tome uma decisão.
As entidades sindicais representativas dos trabalhadores do corpo diplomático foram procuradas por canais jornalísticos de comunicação social para emitir posições oficiais sobre as regras dos editais e as políticas de inclusão social. O espaço de manifestação segue aberto para manifestações de todas as partes ligadas ao caso.





