Mudança na CNH categoria B: motoristas poderão dirigir veículos mais pesados
23 de março de 2026Projeto de lei autoriza que motoristas dirijam veículos elétricos de até 4.250 kg após decisão em comissão
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro e beneficia quem possui CNH categoria B. A proposta autoriza que esses condutores dirijam veículos elétricos ou híbridos com peso bruto total de até 4.250 kg. A medida foi detalhada nesta segunda (23) e visa modernizar as regras atuais.
Atualmente, os motoristas habilitados nesta categoria estão restritos a conduzir veículos que não ultrapassem o limite de 3.500 kg. O novo texto, de autoria do deputado Pedro Aihara, justifica que a CNH categoria B precisa de adequação devido ao peso elevado das baterias. Esses componentes tornam os carros elétricos mais pesados que os modelos convencionais.
O relator do projeto, deputado Hugo Leal, incluiu emendas que abrangem também os veículos híbridos com tração predominantemente elétrica. Segundo o parlamentar, a mudança na CNH categoria B é oportuna e meritória por estimular a transição energética no setor. A ideia é garantir tratamento isonômico entre as diferentes tecnologias de baixa emissão de gases.

A proposta segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em caráter conclusivo. Para que as novas regras da CNH categoria B virem lei, o texto precisa ser aprovado pelos deputados e, posteriormente, pelos senadores. O Conselho Nacional de Trânsito ainda poderá definir outros critérios técnicos por meio de regulamentação.
No sistema atual, as categorias variam de A a E conforme o peso e a lotação do automóvel. A mudança proposta foca especificamente no impacto tecnológico da frota sustentável. Especialistas apontam que a adequação na CNH categoria B é um passo fundamental para a ampliação da frota de veículos eletrificados no território nacional até o ano de 2030.
O projeto reforça que o aumento do peso permitido não altera a capacidade de passageiros, que permanece limitada a oito lugares. O foco principal é compensar o peso bruto total excedente causado pelo sistema de propulsão limpa. Caso sancionada, a lei representará um avanço significativo para usuários de utilitários e caminhonetes elétricas modernas.



