Mulheres evangélicas organizam caminhada contra o feminicídio em Salvador
5 de março de 2026Caminhada de Mulheres Evangélicas ocorre nesta sexta (07) no Centro; ato busca romper o silêncio sobre violência doméstica dentro das igrejas.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Reprodução

A capital baiana será palco de uma mobilização inédita voltada para o enfrentamento da violência de gênero. Mulheres evangélicas organizam caminhada contra o feminicídio em Salvador nesta sexta-feira (07), com o objetivo de levar o debate sobre segurança e proteção para dentro dos templos e comunidades religiosas.
O ato, intitulado I Caminhada de Mulheres Evangélicas contra o Feminicídio, tem concentração marcada para as 10h na Praça do Campo Grande. O percurso seguirá até a Praça da Piedade, no Centro de Salvador, reunindo lideranças de diversas denominações. A iniciativa foi articulada pela pastora e ativista Gicélia Cruz, que defende o papel das igrejas como espaços de acolhimento e denúncia, e não de silenciamento.
A necessidade do movimento é amparada por dados alarmantes. Segundo a pesquisa Visível e Invisível, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Datafolha, 42,7% das mulheres evangélicas no Brasil relataram ter sofrido algum tipo de agressão por parte de companheiros ou ex-companheiros. Entre as católicas, o índice é de 35,1%. Esses números reforçam a urgência de discutir a violência doméstica sob uma perspectiva de fé e cidadania nesta quinta (05).

Além de marchar pelas ruas do Centro, o coletivo “Mulheres Evangélicas contra o Feminicídio” planeja um calendário de ações para 2026. A programação inclui:
- Palestras e oficinas em escolas e igrejas;
- Rodas de conversa em comunidades periféricas;
- Mentorias para reconhecimento de ciclos de violência;
- Fortalecimento de redes de apoio jurídico e psicológico.
A mobilização busca sensibilizar não apenas as fiéis, mas também o clero e as famílias, promovendo uma mudança de comportamento que priorize a vida e a dignidade da mulher acima de tabus institucionais.



