‘O serviço foi prestado’: sem salário, terceirizados da Ufba fazem paralisação em Salvador
10 de fevereiro de 2026Trabalhadores de limpeza e conservação cobram pagamentos atrasados; cerca de 600 profissionais são afetados.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

O clima nos campi da Universidade Federal da Bahia (Ufba) é de indignação nesta quinta-feira (19). Trabalhadores terceirizados que atuam nos setores de limpeza, asseio e conservação iniciaram uma paralisação das atividades por tempo indeterminado. Sob o lema “O serviço foi prestado”, os profissionais reivindicam o pagamento imediato dos salários de janeiro, além de vales-transporte e tickets-alimentação que estão em atraso.
A mobilização concentrou-se principalmente na portaria do Campus de Ondina, em Salvador, mas afeta diversas unidades acadêmicas. De acordo com o sindicato da categoria, a situação atinge aproximadamente 600 trabalhadores.

O Impasse: Repasses vs. Responsabilidade O movimento escancara um “jogo de empurra” entre a universidade e a empresa prestadora de serviços (JSP):
- Lado da Empresa: Alega que a Ufba não realiza o repasse de quatro a cinco faturas, o que teria esgotado o fluxo de caixa para honrar a folha de pagamento.
- Lado do Sindicato: O presidente da entidade, Maurício Roxo, reforça que a responsabilidade direta é da empresa contratante. “O trabalhador não tem culpa se a fatura não foi paga. O serviço foi prestado e o boleto deles não espera”, afirmou.
- Lado da Ufba: Em comunicados recentes, a administração central tem pontuado as severas restrições orçamentárias impostas pelo Governo Federal para 2026, que têm dificultado a manutenção de contratos básicos.
Histórico Recente de Crise Esta não é a primeira vez que o corpo de terceirizados da Ufba enfrenta dificuldades este ano. Em janeiro, o encerramento de contrato com a antiga empresa, a Liderança, já havia causado transtornos, incluindo denúncias de assédio e dificuldades na migração para a nova contratada.
A paralisação atual prejudica o funcionamento de banheiros, salas de aula e áreas comuns, gerando incertezas sobre a continuidade do calendário acadêmico em condições ideais de higiene. Os trabalhadores afirmam que só retornarão aos postos quando os valores caírem em conta.



