Pablo Marçal obtém liminar para retornar ao PRTB mas permanece inelegível pela Justiça Eleitoral

Pablo Marçal obtém liminar para retornar ao PRTB mas permanece inelegível pela Justiça Eleitoral

15 de agosto de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Decisão provisória autoriza filiação retroativa do empresário, enquanto condenação do TRE-SP impede candidaturas

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: RUBENS SUZUKI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Pablo Marçal obteve uma importante decisão favorável na Justiça Eleitoral que autorizou sua saída do União Brasil para retornar ao PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro). A determinação foi proferida pelo juiz Gustavo Nardi, da 428ª Zona Eleitoral de Santana do Parnaíba (SP), concedendo a regularização provisória da filiação do empresário à sua antiga sigla. O despacho estabeleceu que os efeitos do ato sejam retroativos a 4 de abril, data limite imposta pela legislação para quem pretende disputar o pleito.

A mudança de sigla atende a um movimento estratégico para Pablo Marçal, que havia se filiado ao União Brasil em março deste ano e era cotado para concorrer a uma vaga ao Senado Federal. A data estabelecida pela liminar cumpriria, em tese, o requisito de estar filiado ao partido seis meses antes das eleições. Contudo, por se tratar de uma medida liminar, a decisão tem caráter provisório e ainda pode sofrer reveses nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

Inelegibilidade mantida e condenação por abuso de poder

Apesar do avanço no processo de filiação, Pablo Marçal continua impedido de registrar qualquer candidatura para os próximos anos. A restrição decorre de uma decisão tomada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), que determinou a inelegibilidade do influenciador até o ano de 2032. A condenação é fruto de processos referentes às eleições municipais da capital paulista em 2024, quando o empresário foi responsabilizado por abuso de poder político e econômico.

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Os desembargadores entenderam que Pablo Marçal promoveu a publicação massiva de vídeos curtos em redes sociais mediante a promessa de compensações financeiras para os criadores de conteúdo que alcançassem os maiores volumes de visualizações. A prática foi enquadrada como uso indevido dos meios de comunicação social, captação e gastos ilícitos de recursos de campanha e abuso de poder econômico, inviabilizando juridicamente suas pretensões eleitorais atuais.

Desempenho nas pesquisas e incertezas sobre o futuro

Mesmo diante do bloqueio imposto pela Justiça Eleitoral, Pablo Marçal mantém relevância nas sondagens de intenção de voto no cenário paulista. Em levantamento recente realizado pelo instituto Genial/Quaest, o empresário aparece pontuando com 9% das intenções de voto na disputa para o Senado por São Paulo, figurando em empate técnico na segunda colocação ao lado de outros nomes expressivos da política nacional.

A defesa do influenciador e a assessoria de Pablo Marçal reiteram que não há confirmação sobre lançamentos de candidaturas, enquanto buscam recursos para tentar reverter a sanção no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o momento, a decisão do TRE-SP prevalece, garantindo que, a despeito das vitórias partidárias no PRTB, o nome do empresário siga fora das urnas nas próximas disputas do calendário eleitoral.