Pancreatite aguda: sintomas da doença que vem sendo associada ao uso de canetas emagrecedoras
10 de fevereiro de 2026Casos recentes acendem alerta sobre efeitos colaterais dos medicamentos
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Freepik

A pancreatite aguda voltou a chamar atenção após relatos de casos associados ao uso de canetas emagrecedoras, medicamentos indicados originalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e que passaram a ser utilizados para perda de peso. Embora esses remédios sejam considerados seguros quando prescritos corretamente, especialistas alertam que efeitos adversos raros, como a inflamação do pâncreas, precisam ser observados.
A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas, órgão responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios como a insulina. A condição pode variar de quadros leves a situações graves, com necessidade de internação hospitalar. Entre os principais sintomas da pancreatite aguda estão dor abdominal intensa e persistente, geralmente localizada na parte superior do abdômen e que pode irradiar para as costas, além de náuseas, vômitos, febre e sensação de mal-estar.
Outros sinais que podem surgir incluem distensão abdominal, perda de apetite e aumento da frequência cardíaca. Em casos mais graves, o paciente pode apresentar queda de pressão, dificuldade respiratória e desidratação, o que torna o atendimento médico imediato essencial.
O uso de canetas emagrecedoras, especialmente sem acompanhamento médico, é apontado como um fator de risco potencial em alguns casos. Estudos e agências reguladoras destacam que a relação entre esses medicamentos e a pancreatite ainda está sendo monitorada, mas reforçam que qualquer sintoma persistente deve ser investigado.
Médicos orientam que pessoas que utilizam medicamentos para emagrecimento fiquem atentas aos sinais do corpo e não ignorem dores abdominais intensas ou contínuas. A interrupção do uso do medicamento e a busca por avaliação médica são medidas fundamentais diante da suspeita da doença.
Autoridades de saúde reforçam que o uso desses remédios deve ocorrer apenas com prescrição e acompanhamento profissional, respeitando indicações, dosagens e contraindicações. A automedicação aumenta significativamente o risco de efeitos colaterais e complicações.



