Petrobras anuncia alta no preço do diesel após impacto de guerra
15 de março de 2026Reajuste nas refinarias entrou em vigor neste sábado (14) e reflete a valorização do barril de petróleo no mercado internacional
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Marcelo Garcia (Boca do Rio Magazine)

A Petrobras confirmou nesta sexta (13) o reajuste no preço do diesel vendido às distribuidoras, que passou a custar R$ 3,65 por litro a partir deste sábado (14). A decisão ocorre sob forte pressão do mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, que elevou o barril de petróleo para o patamar acima de US$ 100.
Este é o primeiro aumento significativo do combustível desde maio de 2025, encerrando um período de estabilidade nas refinarias da estatal. De acordo com o comunicado da companhia, o valor médio do preço do diesel terá uma alta de R$ 0,38 por litro. A empresa ressalta que os demais combustíveis, como a gasolina, não sofrerão alteração de preço neste momento.
O impacto para o consumidor final nos postos deve ser parcialmente mitigado pelas medidas anunciadas anteriormente pelo governo federal. Na quinta (12), o Executivo zerou tributos federais e instituiu subvenções para tentar frear a escalada inflacionária. A presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que sem essas intervenções, a alta necessária seria de quase o dobro do valor atual.

Especialistas em economia alertam que o novo valor do combustível praticamente anula o efeito de queda projetado pelas medidas governamentais. Com o petróleo valorizado, a Secretaria de Política Econômica projeta uma inflação acima de 4% para 2026. O cenário é considerado desafiador, pois o transporte de cargas depende diretamente da estabilidade do valor do óleo diesel.
Durante o anúncio, Magda Chambriard cobrou a colaboração dos governadores para que reduzam as alíquotas estaduais de ICMS. Atualmente, esse tributo representa cerca de 19% do valor final cobrado nas bombas. Segundo a executiva, o governo central já fez sua parte ao zerar o PIS/Cofins, restando agora aos estados dar uma contribuição social relevante para o enfrentamento da crise.
Sobre os rumores de desabastecimento, a Petrobras negou qualquer falta de produto e criticou a possível retenção de estoques por parte de revendedoras. A estatal garantiu que as entregas seguem regulares, apesar de desvios pontuais de cargas registrados no Rio Grande do Sul. A orientação é que órgãos de fiscalização monitorem o mercado para evitar a especulação de preços indevida.



