
PF afirma que Cláudio Castro favoreceu atividades ilegais de refinaria
15 de maio de 2026Relatório policial aponta uso da máquina pública fluminense em benefício de grupo econômico ligado a combustíveis
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Philippe Lima/Governo do Rio de Janeiro

A Polícia Federal constatou que o ex-governador Cláudio Castro teria viabilizado um ambiente institucional propício para a realização de práticas ilícitas no Rio de Janeiro. A acusação formal consta na decisão do Supremo Tribunal Federal que embasou a Operação Sem Refino, deflagrada na sexta (15). A ação policial investiga fraudes estruturadas promovidas pela Refit Refinaria no setor de combustíveis.
Segundo os relatórios da corporação, o político realizou um deslocamento internacional para Nova York financiado diretamente pela empresa petrolífera sob investigação. No exterior, o mandatário participou de agendas oficiais com agências americanas de combate a entorpecentes ao mesmo tempo em que se reunia com lideranças do grupo empresarial. O fato gerou forte suspeita por parte dos investigadores criminais federais.
Os agentes federais apontam o direcionamento deliberado de múltiplos setores governamentais para blindar as operações da distribuidora. Pastas importantes como a Secretaria de Fazenda e o Instituto Estadual do Meio Ambiente teriam atuado de forma coordenada em prol do conglomerado do empresário Ricardo Magro. O empresário teve a sua prisão preventiva decretada e foi incluído na lista internacional da Interpol.

A operação ostensiva cumpriu dezessete mandados de busca e apreensão em diferentes estados e no Distrito Federal. O ministro relator Alexandre de Moraes também chancelou o bloqueio judicial de aproximadamente cinquenta e dois bilhões de reais pertencentes aos investigados. A força-tarefa conta com a participação de técnicos fazendários e apura evasão de divisas financeiras.
Em posicionamento oficial, a representação jurídica do ex-governador manifestou surpresa diante do cumprimento dos mandados institucionais. A nota reforça a total disponibilidade do cliente para prestar os esclarecimentos necessários e reitera a lisura dos atos administrativos de incentivo fiscal. A defesa enfatizou ainda que a gestão foi pioneira na cobrança de débitos da companhia.




