Pix fora do ar? Clientes do Itaú relatam instabilidade e erro em transferências nesta quinta (19)
20 de fevereiro de 2026Banco confirma falha no sistema após centenas de reclamações nas redes sociais; saiba o que fazer
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto:

Clientes do Itaú Unibanco enfrentaram dificuldades para realizar transferências via Pix na manhã desta quinta-feira (19). A instabilidade, que começou por volta das 10h, gerou uma onda de reclamações nas redes sociais e em plataformas de monitoramento.
Segundo o site Downdetector, o pico de notificações ultrapassou a marca de 541 registros em poucos minutos. Os usuários relataram lentidão extrema, mensagens de erro na finalização do pagamento e, em alguns casos, o sistema completamente fora do ar.
Posicionamento do Banco Em nota oficial, o Itaú confirmou o problema, classificando-o como uma “instabilidade pontual” que impactou parte da base de clientes. O banco afirmou que suas equipes atuaram rapidamente nos ajustes e pediu desculpas pelo inconveniente, garantindo que as operações estão sendo normalizadas.
Segurança do Pix em 2026
O episódio ocorre em um momento sensível para o sistema de pagamentos. Recentemente, o Banco Central revelou que 5.290 chaves Pix do Banco Agibank sofreram exposição de dados cadastrais entre o fim de 2024 e o início de 2025. Este foi o 21º incidente de segurança desde a criação do Pix em 2020 e o primeiro registrado oficialmente neste ano de 2026.
Vale ressaltar que, de acordo com o BC, apenas dados cadastrais (como nome e CPF mascarado) foram expostos, sem comprometimento de senhas ou saldos bancários.

Tive prejuízo com a falha. E agora?
Muitos usuários se perguntam se podem ser indenizados por contas pagas com atraso ou negócios perdidos durante a queda do sistema. Para o especialista em direito digital Luiz Augusto D’Urso, a resposta depende de provas concretas.
“A instabilidade em softwares bancários é algo considerado normal. Para que haja a responsabilização, o consumidor precisa comprovar um prejuízo real e concreto causado diretamente pela falha”, explica D’Urso.
O especialista ainda destaca que o sistema Pix, como um todo, continua sendo seguro. “21 incidentes em seis anos de uso massivo mostram que o sistema é resiliente, embora falhas eletrônicas pontuais sejam esperadas”, conclui.



