Por que a CSNA3 está caindo hoje? Entenda o balanço da CSN
12 de março de 2026Queda acentuada reflete números abaixo do esperado na receita líquida e fluxo de caixa livre negativo; veja a análise dos principais indicadores
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

CSNA3 é o grande destaque negativo do pregão nesta quinta (12), operando em forte queda de 9,12% por volta do meio-dia. O movimento de baixa acentuada ocorre logo após a Companhia Siderúrgica Nacional divulgar os resultados financeiros do quarto trimestre de 2025. O mercado financeiro reagiu com pessimismo ao prejuízo líquido reportado de R$ 721 milhões no período.
O resultado negativo da empresa foi 748% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior, quando a perda foi de R$ 85 milhões. No acumulado de 2025, o rombo total da siderúrgica chegou a R$ 1,5 bilhão. Além disso, a receita líquida da companhia apresentou um recuo de 5,2%, somando R$ 11,403 bilhões, o que intensificou a pressão vendedora sobre os ativos.
Outro ponto que acendeu o alerta nos investidores foi o aumento da alavancagem financeira da instituição. A dívida líquida atingiu o patamar de R$ 41,2 bilhões, elevando a relação dívida líquida sobre EBITDA para 3,5 vezes. Esse avanço no endividamento, somado à geração de fluxo de caixa livre negativa em R$ 282 milhões, pesou na confiança dos acionistas.

Apesar da queda drástica, analistas do Itaú BBA observaram que o desempenho na mineração veio ligeiramente acima do esperado. O EBITDA ajustado de R$ 3,325 bilhões superou as projeções mais pessimistas de alguns bancos. Contudo, o setor de mineração não foi suficiente para compensar a fraqueza na divisão de aço, que continua sofrendo com os custos de ociosidade na produção.
A ociosidade produtiva e a queda sequencial nos resultados da siderurgia (CSNA3) são os principais entraves para a recuperação da confiança no papel. O mercado monitora agora como a gestão da siderúrgica pretende reduzir o nível de alavancagem nos próximos trimestres. A volatilidade deve permanecer alta enquanto a companhia não apresentar sinais claros de melhora operacional no seu core business.
O cenário macroeconômico global e os preços das commodities também influenciam diretamente a performance da empresa na Bolsa de Valores. No momento, o investidor prioriza a cautela diante de indicadores que mostram redução de margens e fluxos financeiros pressionados. A equipe econômica da empresa ainda não detalhou novos planos de desinvestimentos para mitigar a dívida bilionária acumulada.



