Prefeitura de Salvador e Sesab intensificam combate à dengue com carros de fumacê em treze bairros

Prefeitura de Salvador e Sesab intensificam combate à dengue com carros de fumacê em treze bairros

11 de junho de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Operação especial foca nos distritos sanitários com maior notificação de casos suspeitos de dengue

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Lucas Moura / Secom

A consolidação de estratégias de controle vetorial em grandes centros urbanos exige das autoridades públicas uma atuação coordenada que combine tecnologia, monitoramento geográfico e engajamento comunitário. O período pós-chuvas, caracterizado pelo aumento das temperaturas na capital baiana, acelera o ciclo de reprodução dos vetores biológicos, exigindo respostas rápidas dos departamentos de vigilância epidemiológica. Quando os índices de infestação predial sinalizam riscos em localidades específicas, o bloqueio químico espacial torna-se uma ferramenta indispensável para cortar a cadeia de transmissão da dengue.

Nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, a Prefeitura de Salvador dá andamento às operações de pulverização com a utilização dos veículos de Ultra Baixo Volume (UBV), conhecidos pela população como carros de fumacê. A ação, desenvolvida pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) em parceria direta com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), estende as suas atividades periféricas até a próxima sexta-feira, 12 de junho de 2026. O objetivo principal é reduzir de forma imediata a população de mosquitos adultos alados que propagam o vírus da dengue.

Quais são as localidades atendidas nesta primeira fase de aplicação do fumacê?

A definição do itinerário dos veículos pesados obedeceu a critérios técnicos rigorosos, mapeando os boletins de notificação que indicam os maiores aglomerados de arboviroses na cidade. O roteiro desta etapa engloba bairros populosos das regiões do Subúrbio Ferroviário, Miolo e Centro de Salvador. Estão recebendo a cobertura química as comunidades de Periperi, Praia Grande, Rio Sena, Fazenda Coutos, Coutos, Valéria, Paripe, Cajazeiras, Nazaré, Comércio, Bonfim, Calabar e Tororó, pulverizando frentes de contenção contra a dengue.

Os horários estabelecidos para a circulação dos veículos foram planejados de acordo com os hábitos biológicos do Aedes aegypti, que costuma registrar maior atividade de voo e alimentação em momentos específicos do dia. As aplicações ocorrem em duas janelas diárias: na madrugada, no intervalo entre 4h e 8h, e também no final da tarde, logo após as 17h. A dispersão da névoa de inseticida nesses períodos garante maior eficácia no contato direto com o inseto, potencializando os resultados do plano de controle da dengue.

“A aplicação do fumacê é uma medida extrema de controle que visa eliminar o mosquito na sua fase adulta, mas a cooperação de cada morador limpando os seus quintais continua sendo o fator decisivo para vencer a batalha”, destacam os supervisores de vigilância ambiental ao analisarem o impacto das ações contra a dengue.

Paralelamente ao deslocamento dos carros de fumacê pelas vias públicas, as equipes de agentes de combate às endemias intensificam as visitas domiciliares nas regiões listadas. Esses profissionais atuam na aplicação direcionada de larvicidas em depósitos de água de grande porte e na eliminação mecânica de focos ocultos, como calhas entupidas e pratos de vasos de plantas. Esse trabalho integrado de solo garante que as novas gerações do mosquito não cheguem à fase de maturação, cortando o ciclo reprodutivo que sustenta os surtos de dengue.

As autoridades de saúde emitem diretrizes claras para que os moradores colaborem com a eficácia do produto sem comprometer a saúde familiar. A orientação é que, durante a passagem do veículo, as pessoas abram portas e janelas para que o inseticida atinja os mosquitos que se escondem dentro dos imóveis. É essencial que os cidadãos evitem a exposição direta à névoa química, aguardando alguns minutos após a dispersão para retomar o fluxo normal nas calçadas. Recomenda-se também cobrir gaiolas de pássaros, trocar a água dos animais domésticos e tapar alimentos expostos durante as vistorias contra a dengue.