Presidente afirma que a Operação Lava Jato foi a maior mentira do século no Brasil

Presidente afirma que a Operação Lava Jato foi a maior mentira do século no Brasil

22 de maio de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Em entrevista oficial, mandatário critica conduta de investigadores e cita destruição de postos de trabalho

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Divulgação

Lula afirma em entrevista que a Operação Lava Jato foi a "maior mentira do século" e critica Moro e Dallagnol nesta sexta-feira (22). Saiba mais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a Operação Lava Jato como a maior mentira do século vinte e um em território nacional durante uma entrevista concedida à Empresa Brasil de Comunicação na manhã de sexta-feira (22). O chefe de Estado criticou duramente a conduta dos antigos coordenadores da força-tarefa de Curitiba nas investigações. O posicionamento gerou intensos debates na capital federal.

O mandatário argumentou de forma enfática que os veículos de imprensa fomentaram as denúncias em torno das figuras públicas do ex-juiz federal e do ex-procurador da República sem que provas concretas fossem apresentadas. Conforme a visão manifestada por Lula, o modelo adotado para combater os desvios financeiros na estatal petrolífera causou a desestruturação de grandes construtoras e empreiteiras.

A ação policial iniciada no ano de 2014 resultou em punições severas para agentes políticos e conduziu o atual presidente ao cárcere em Curitiba no período de 2018. Posteriormente, revisões promovidas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal invalidaram as sentenças sob a justificativa de incompetência territorial e suspeição dos magistrados. O petista relembrou o histórico para referendar as críticas.

Os desdobramentos financeiros decorrentes do processo investigativo também receberam críticas contundentes por parte do dirigente do Executivo. O governante pontuou que o combate a ilícitos deveria focar na penalização dos executivos responsáveis pelas irregularidades administrativas, blindando o funcionamento produtivo das marcas corporativas e a manutenção das vagas.

Estimativas apresentadas pelo presidente apontam que cerca de quatro milhões de empregos formais deixaram de existir no mercado nacional em decorrência direta do fechamento de postos operacionais. O chefe do Executivo lamentou a morosidade das empresas jornalísticas em admitir os excessos cometidos na cobertura diária e questionou os interesses envolvidos no processo.

Outro ponto de destaque na fala de Lula envolveu uma mudança drástica de perspectiva pessoal a respeito dos mecanismos de financiamento da estrutura partidária nacional. O líder político revelou que passou a se opor terminantemente ao uso do fundo eleitoral, alegando que o modelo atual fomenta relações promíscuas no ambiente político, cobrando maior engajamento voluntário da juventude.