
Professores da rede particular realizam paralisação nesta terça (9) em Salvador
9 de junho de 2026 Off Por Marcelo GarciaSuspensão das aulas foi convocada pelo sindicato para que os professores da rede particular debatam os rumos da campanha salarial
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: RedeDecisão
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Os professores da rede particular de ensino de Salvador realizam uma paralisação total das suas atividades pedagógicas nesta terça-feira (09). O anúncio da suspensão das aulas foi formalizado pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), que convocou a categoria para um momento decisivo de avaliação profissional.
A interrupção temporária dos serviços escolares foi a alternativa encontrada pela entidade representativa para viabilizar a participação em massa dos trabalhadores. Os professores da rede particular vão se reunir em uma Assembleia Geral extraordinária para discutir de forma aprofundada os rumos da campanha salarial deste ano. De acordo com os coordenadores do movimento, a pauta da reunião é considerada urgente para a manutenção dos direitos trabalhistas.
Assembleia híbrida e deliberações importantes
O encontro dos docentes está marcado para acontecer em formato híbrido para facilitar o acesso de todos os filiados. Presencialmente, os professores da rede particular se reúnem na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente da Bahia (Sindae), localizada na Rua General Labatut, nº 65, no bairro dos Barris. Para quem não puder comparecer, haverá transmissão virtual simultânea com link de votação disponibilizado pelo Sinpro-BA.
A primeira convocação do edital está programada para iniciar a partir das 8h, com a segunda chamada oficial agendada para as 8h30. Durante o debate, além do reajuste de salários e benefícios, os professores da rede particular poderão deliberar sobre a decretação formal de estado de greve. Essa medida sinaliza aos sindicatos patronais que a categoria está disposta a cruzar os braços por tempo indeterminado caso as propostas econômicas continuem insatisfatórias.

Histórico de mobilizações na educação local
O cenário de instabilidade na educação soteropolitana traz à memória os protestos intensos registrados nos anos anteriores na cidade. No ano passado, por exemplo, os professores da rede municipal de ensino de Salvador também entraram em greve geral no mês de maio. Aquela paralisação pública ocorreu após a categoria reivindicar o pagamento atualizado do piso salarial nacional do magistério, que na época era fixado no valor de R$ 4.867,77 para os docentes públicos.
Naquela ocasião, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) decretou greve por tempo indeterminado após uma grande manifestação na Praça do Campo Grande. Enquanto o setor municipal envolve mais de 9 mil docentes atuantes nas escolas da prefeitura, a mobilização atual liderada pelos professores da rede particular busca garantir que as instituições privadas valorizem seus profissionais na mesma proporção do crescimento das mensalidades escolares.
O posicionamento do sindicato patronal
Diante do movimento de paralisação da categoria, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA) emitiu uma nota oficial direcionada à imprensa para esclarecer o andamento das tratativas trabalhistas. A entidade, que representa os donos de escolas particulares, detalha as propostas apresentadas na mesa de negociação e defende a continuidade do diálogo direto para evitar a suspensão das atividades letivas na capital. Confira nota na íntegra:
POSICIONAMENTO À IMPRENSA
SINEPE-BA mantém diálogo para avançar na construção de consenso com os professores
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA) informa que seguem em andamento as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026-2028 com o Sindicato dos Professores da Bahia (SINPRO-BA), pautadas pelo compromisso de manter abertas todas as vias de entendimento. Desde o início das tratativas, em 29 de abril deste ano, já foram realizadas cinco rodadas de negociação técnica. A entidade ressalta que o canal de diálogo permanece plenamente ativo, com uma nova reunião de negociação já agendada e confirmada para a próxima segunda-feira (15/06), o que demonstra a viabilidade de se alcançar um acordo direto e equilibrado.
Na quinta rodada de negociação, realizada ontem, segunda-feira (08/06), o SINEPE-BA apresentou avanços significativos para a categoria, reafirmando sua boa-fé na busca por soluções consensuais. Nesse sentido, as proposições patronais contemplam a adequação do benefício da bolsa de estudo, buscando critérios viáveis e sustentáveis para a preservação do direito a longo prazo, bem como a preservação do período mínimo de 15 dias de recesso escolar, visando apenas harmonizar as datas de início de acordo com a realidade e o planejamento de cada instituição de ensino. Ademais, foi assegurada a manutenção de cláusulas fundamentais de ordem social e operacional da convenção anterior, a exemplo das regras de horário de trabalho na escola, duração da hora-aula, segunda chamada, recuperação, reorientação e o contínuo incentivo à participação em cursos de capacitação e aperfeiçoamento.
O SINEPE-BA reitera que permanece totalmente aberto à negociação para a construção de um instrumento coletivo que concilie, com responsabilidade, a justa valorização dos profissionais da educação e a necessária previsibilidade financeira das instituições de ensino. Para avaliar o andamento das tratativas e alinhar as diretrizes para a reunião do dia 15, a entidade realizará, nesta quarta-feira (10/06), uma Assembleia Geral Extraordinária com representantes das escolas associadas.
O sindicato patronal reforça que o foco absoluto das instituições permanece sendo a excelência pedagógica, o acolhimento e o respeito aos estudantes e suas famílias, confiando plenamente que a maturidade institucional e o diálogo prevalecerão para assegurar a harmonia no ambiente escolar baiano.
Salvador, 09 de junho de 2026.
SINEPE-BA
Sobre o Autor
Fundador do Boca do Rio Magazine, estudante de Comunicação e Marketing pela UNIFACS, CEO e diretor de arte na Novo Mundo Agência e Comunicação e morador da Boca do Rio há mais de 20 anos




