Remada viking embala classificação da Noruega para enfrentar a Seleção Brasileira nas oitavas

Remada viking embala classificação da Noruega para enfrentar a Seleção Brasileira nas oitavas

30 de junho de 2026 Off Por Marcelo Garcia

Jogadores sentaram no gramado e comandaram festa com a torcida após vitória na Copa do Mundo

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: REUTERS/Issei Kato

A remada viking consolidou-se como a celebração mais comentada e replicada desta edição da Copa do Mundo, rompendo os limites das arquibancadas tradicionais. O gesto sincronizado capturou a atenção de milhões de espectadores globais ao misturar a paixão do futebol com as raízes culturais do norte europeu. A força do movimento transformou arenas esportivas em verdadeiros espetáculos cênicos coletivos.

A classificação histórica da Noruega para as oitavas de final da competição, consolidada após a vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim em Dallas, serviu como o palco perfeito para o ritual. Assim que o árbitro apitou o fim do jogo, o capitão Martin Odegaard pegou o tambor nórdico diretamente com os torcedores. O elenco inteiro sentou-se no gramado para guiar a coreografia em perfeita sintonia com milhares de apaixonados.

A origem do fenômeno cultural criado por um professor

A febre da remada viking que tomou as cidades-sede da América do Norte nasceu da mente criativa de Ole Frøystad, um professor de ensino fundamental conhecido como Senhor Row Row. Inspirado pela força acústica de um antigo Cântico do clube Rosenborg, Ole desenvolveu o projeto de unificar os torcedores da seleção por meio de palavras de ordem e movimentos de braço coordenados.

“Nós sentamos, remamos e dizemos ‘Ro’. A energia que isso gera dentro do estádio é algo completamente inexplicável”, revelou o criador ao portal norueguês VG.

A ideia foi abraçada de forma oficial pela associação de torcedores da Noruega antes do embarque para o torneio mundial. O sucesso foi imediato, gerando vídeos virais que mostram torcedores sentados em filas nas escadas rolantes da South Station, em Boston, simulando perfeitamente o avanço de um barco antigo. O engajamento chegou ao cenário político de Oslo, onde deputados de terno interromperam sessões para reproduzir o gesto no plenário do Parlamento.

Marketing milionário e o tabu histórico diante do Brasil

O impacto comercial da remada viking também gerou cifras impressionantes para os cofres da federação escandinava neste período de festividades esportivas. Um ensaio fotográfico conceitual com roupas de guerreiros e machados reais, produzido pelo renomado David Yarrow em um fiorde, estima arrecadar cerca de 39 milhões de coroas norueguesas. O dinheiro das vendas das imagens limitadas, que trazem o astro Erling Haaland em destaque, será revertido para causas sociais de caridade.

Com gols anotados por Nusa e Haaland, os comandados europeus avançam embalados para enfrentar o Brasil de Carlo Ancelotti no próximo domingo, às 17h (de Brasília), no Metlife Stadium. O retrospecto histórico é motivo de grande preocupação para a comissão técnica brasileira, já que a Noruega é o único país do planeta que jogou contra a Amarelinha mais de uma vez e nunca saiu de campo derrotado. O embate decisivo testará o peso da tradição nórdica nas oitavas de final de 2026.