Reviravolta na Bahia! Carlos Muniz deixa PSDB e negocia vice-governadoria com Jerônimo
14 de março de 2026Entenda o desentendimento com Bruno Reis e ACM Neto que motivou o rompimento e a nova estratégia política para as eleições de 2026.
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Arquivo / BNews

O cenário político baiano sofreu um forte abalo neste domingo (15) com a revelação de que o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz, está sendo cotado para a vaga de vice na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT) para as eleições de 2026. A movimentação, antecipada com exclusividade, marca uma mudança drástica de alinhamento do parlamentar na capital.
Muniz está de saída do PSDB após um desentendimento estratégico em reunião com o prefeito Bruno Reis e o deputado federal Adolfo Viana. O motivo central do rompimento foi o descumprimento de um acordo para a montagem da chapa proporcional do PSDB, que teria deixado a candidatura de Carlos Muniz Filho a deputado federal em situação desfavorável.
A estratégia agora envolve o lançamento de Muniz Filho por uma legenda da base governista estadual, sendo o Podemos o partido mais cotado. No “pacote” político, o próprio vereador surgiria como o nome para a vice-governadoria, visando quebrar a resistência ao nome de Jerônimo em Salvador e atrair votos de setores do eleitorado que hoje orbitam fora do núcleo petista.

Atualmente, o cargo de vice-governador é ocupado por Geraldo Júnior, que também mantém relação próxima com Muniz. No entanto, a entrada do presidente da CMS na majoritária é vista como um trunfo para ampliar a coalizão política e fortalecer a reeleição do governador. Muniz já vinha dando sinais de simpatia ao projeto de Jerônimo, elogiando a gestão estadual em entrevistas recentes.
A saída do PSDB, contudo, ainda depende de trâmites burocráticos. Para deixar a legenda sem risco de perder o mandato de vereador, Muniz precisa de uma autorização formal da cúpula do partido ou provar a justa causa pelo descumprimento das promessas internas. O vereador foi enfático: “Hoje meu filho não é candidato pelo PSDB. Pode ser por qualquer outro partido, menos por este”, afirmou ao BNews.
Essa transição altera profundamente as peças no tabuleiro para 2026, enfraquecendo a base liderada por ACM Neto em Salvador e trazendo um quadro de forte diálogo institucional para o lado governista. A conferir como o grupo do prefeito Bruno Reis reagirá a essa perda de um aliado estratégico no comando da Casa Legislativa municipal.



