Rogério Marinho rebate falas de Gilberto Kassab e diz que PSD atua para eleger Lula

Rogério Marinho rebate falas de Gilberto Kassab e diz que PSD atua para eleger Lula

14 de agosto de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Senador do PL critica o PSD por manter ministérios na gestão federal e aponta estratégia eleitoral

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Beto Barata/PL Nacional

A disputa pela Presidência da República ganhou novos capítulos de forte tensão de bastidor após o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, rebater publicamente as recentes declarações do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Marinho afirmou que a candidatura presidencial lançada pelo PSD, representada pelo ex-governador Ronaldo Caiado, “não é para valer” e acusou a legenda de atuar estrategicamente como uma “linha auxiliar” para favorecer o projeto de reeleição do presidente Lula.

A manifestação de Marinho ocorreu em resposta a um encontro reservado de Kassab com empresários em São Paulo, no qual o dirigente sustentou que o nome do PL teria “chance zero” de vitória. Em publicação nas redes sociais, o senador enfatizou que o PSD ocupa três ministérios na atual gestão e que essa presença no primeiro escalão confirma que a estrutura partidária atua de forma coordenada para garantir a permanência de Lula no Poder Executivo.

A disputa pelo eleitorado e o tempo de propaganda na TV

As críticas do coordenador da campanha de oposição também miraram as análises feitas sobre a distribuição do tempo de rádio e televisão. Kassab havia comemorado o avanço de sua legenda após MDB, PP, União Brasil e Republicanos decidirem não lançar nomes próprios, o que ampliou o espaço de propaganda de sua chapa de 50 segundos para cerca de 2 minutos e 20 segundos. No entanto, os aliados do PL argumentam que as alianças formadas pelo centrão e a distribuição de cargos evidenciam um movimento para proteger o projeto capitaneado por Lula.

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Segundo Rogério Marinho, as articulações de bastidor ignoram a verdadeira intenção de voto do eleitorado. Ele destacou que “as máscaras estão caindo” na corrida eleitoral e que os arranjos partidários desenhados para fortalecer a base que apoia Lula não serão suficientes para conter o sentimento de mudança manifestado pela população nas ruas.

Cenário estratégico e a movimentação no centro político

A troca de acusações reflete a divisão do centro político diante da sucessão presidencial. De um lado, o presidente do PSD apresenta sua postulação como uma alternativa viável para eleitores refratários ao atual governo, apostando na fracionada atenção da oposição. De outro, os articuladores conservadores insistem que a permanência do PSD na esplanada dos ministérios vincula a sigla de forma umbilical ao grupo do presidente Lula.

À medida que os prazos da Justiça Eleitoral se afunilam, a retórica entre os coordenadores de campanha tende a se intensificar. O embate sobre quem de fato representa a oposição e quem atua para respaldar a governabilidade de Lula continuará no centro do debate nas redes sociais e nos palanques eletrônicos ao longo dos próximos meses.