Segundo viveiro de restinga de Salvador é entregue no Jardim de Alah e recebe mudas da Praia do Flamengo

Segundo viveiro de restinga de Salvador é entregue no Jardim de Alah e recebe mudas da Praia do Flamengo

25 de setembro de 2026 Off Por Boca do Rio Magazine

Jardim de Alah ganha viveiro de restinga com 515 mudas enviadas da Praia do Flamengo

Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Otávio Santos / Secom PMS

A Prefeitura de Salvador entregou o segundo viveiro de restinga da capital baiana, localizado no Jardim de Alah. O novo espaço recebeu 515 mudas produzidas na primeira unidade do município, situada na Praia do Flamengo, que funcionará como ponto fornecedor para a expansão do projeto ambiental.

Desenvolvida pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis) em conjunto com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), a iniciativa faz parte da estratégia de recomposição da vegetação nativa e restauração ambiental ao longo da Orla Atlântica.

Processo de rustificação e adaptação das espécies

As plantas transferidas da Praia do Flamengo passarão por um período de adaptação de aproximadamente seis meses no Jardim de Alah antes do plantio definitivo nos trechos litorâneos. Esse processo, chamado de rustificação, é necessário para preparar a vegetação para resistir a condições climáticas mais severas da praia, tais como ventos fortes e altos índices de salinidade.

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A estrutura do novo viveiro foi projetada para apoiar o desenvolvimento biológico das plantas de forma sustentável:

  • Estrutura sustentável: Montada com eucalipto de reflorestamento e cobertura de sombrite para moderar a incidência de luz solar direta sobre as mudas.
  • Variedades nativas: A primeira remessa contempla quatro espécies resistentes ao clima de praia, entre elas a Coccoloba uvifera (uva-da-praia), além de Sagres schyphlora, Guapira pernambucencis e Eugenia sp..
  • Monitoramento técnico: A equipe técnica responsável pelo viveiro da Praia do Flamengo fará acompanhamento semanal das mudas no Jardim de Alah, avaliando o crescimento e a taxa de adaptação das plantas.

Preservação da orla e planos para novas áreas verdes

A vice-prefeita de Salvador, Ana Paula Matos, destacou durante a inauguração que a criação dos viveiros integra um plano contínuo de resiliência urbana e proteção ambiental, ressaltando a necessidade do engajamento da população para evitar ações de vandalismo nas áreas arborizadas.

De acordo com o titular da Secis, Ivan Euler, o projeto do Jardim de Alah funciona como um projeto-piloto para avaliar o desempenho das espécies litorâneas antes do plantio definitivo ao longo de toda a orla da cidade. Como parte das metas de expansão da arborização urbana, a gestão municipal planeja implantar, em 2027, um novo horto florestal no Parque Socioambiental de Canabrava focado na produção de mudas da Mata Atlântica para o interior do município.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é a função do novo viveiro de restinga no Jardim de Alah?

O espaço funciona como uma área de transição para a rustificação das plantas, permitindo que as mudas criadas na Praia do Flamengo se adaptem ao ambiente de alta salinidade antes de serem plantadas pela orla.

Quantas mudas e quais espécies foram levadas para o local?

O viveiro recebeu 515 mudas divididas em quatro espécies nativas: uva-da-praia (Coccoloba uvifera), Sagres schyphlora, Guapira pernambucencis e Eugenia sp.

Quanto tempo as plantas permanecerão em adaptação?

A estimativa é de que as espécies fiquem sob acompanhamento no Jardim de Alah por cerca de seis meses antes do manejo definitivo para a orla de Salvador.