
Vai ter greve! Rodoviários decidem e Salvador ficará sem ônibus a partir desta sexta (22)
21 de maio de 2026Decisão foi tomada após reunião no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região terminar sem acordo
Fonte: Redação (Boca do Rio Magazine) | Foto: Marcelo Garcia (Boca do Rio Magazine)
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A mobilidade urbana da capital baiana enfrentará um cenário de extrema complexidade e fortes restrições nas primeiras horas do dia. Após semanas de rodadas de conversas e tentativas de conciliação jurídica, as negociações entre as empresas operadoras e os trabalhadores do sistema de transporte público urbano colapsaram de forma definitiva. A confirmação da greve dos rodoviários suspende a circulação da frota de coletivos urbanos em toda a extensão do município.
A greve dos rodoviários passa a vigorar de forma oficial a partir da 0h desta sexta-feira (22). O indicativo de paralisação por tempo indeterminado foi chancelado pela classe trabalhadora em uma assembleia geral de caráter deliberativo, convocada imediatamente após o encerramento das discussões institucionais na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5). A interrupção dos serviços impactará diretamente a rotina de deslocamento diário de milhões de cidadãos soteropolitanos que dependem exclusivamente das linhas de ônibus da capital.
Os momentos que antecederam a eclosão do movimento paredista foram marcados por tentativas de costura política lideradas pela desembargadora Ivana Magaldi. A magistrada adotou uma dinâmica de diálogo bilateral, promovendo conversas reservadas com as lideranças sindicais — representadas de forma direta pelo presidente da entidade, Hélio Ferreira, acompanhado por Daniel Mota e Fábio Primo — enquanto a bancada dos empresários se mantinha reunida em uma sala paralela. O tribunal desenhou uma proposta de conciliação intermediária que, de acordo com o Sindicato dos Rodoviários, era considerada aceitável e defensável pela categoria, mas acabou rejeitada pelo setor empresarial.

A pauta que sustenta a greve dos rodoviários engloba uma extensa lista de reivindicações econômicas, trabalhistas e de bem-estar ocupacional. No topo das prioridades financeiras, a categoria pleiteia a reposição integral das perdas inflacionárias do período somada a um ganho real real fixado em 5%, além do reajuste substancial no valor facial e na quantidade mensal do benefício do tíquete-alimentação. A classe também luta pela instituição do modelo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e pela concessão de uma gratificação compensatória por atuações em eventos de grande porte na cidade.
No âmbito estrutural da jornada corporativa, os motoristas e cobradores cobram a redução imediata da carga horária de trabalho diária para seis horas de serviço, a revisão detalhada do sistema de “carta horária” e a fixação de turnos regulares com permissão expressa para a troca de itinerários de linhas. A plataforma de solicitações inclui ainda a estabilidade profissional no período que antecede a aposentadoria legal, prêmios vinculados à assiduidade, ampliação na cobertura do plano de saúde médico e o direito à folga remunerada no dia do aniversário do colaborador.
Principais reivindicações da categoria
- Reposição da inflação com 5% de ganho real;
- Aumento no valor e na quantidade do tíquete-alimentação;
- Redução da jornada diária para seis horas;
- Revisão da chamada “carta horária”;
- Melhores condições de trabalho e gratuidade no transporte;
- Estabilidade pré-aposentadoria;
- Implantação de turnos fixos e direito a troca de linha;
- Gratificação por atuação em grandes eventos;
- Prêmio por assiduidade;
- Complemento do plano de saúde;
- Implantação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
- Instituição de day off (folga no aniversário).




